Home / esporte / Muse Gizachew, Etíope de 19 Anos, Triumfa na Histórica 100ª Corrida de São Silvestre; Sisilia Panga da Tanzânia Vence no Feminino em Edição Recorde com Críticas à Organização

Muse Gizachew, Etíope de 19 Anos, Triumfa na Histórica 100ª Corrida de São Silvestre; Sisilia Panga da Tanzânia Vence no Feminino em Edição Recorde com Críticas à Organização

A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada nesta terça-feira, entrou para a história como a maior de todos os tempos, reunindo 55 mil participantes e consolidando-se como a maior corrida de rua da América Latina. Em um dia de festa e superação, o jovem etíope Muse Gizachew, de apenas 19 anos, conquistou o título masculino, enquanto a tanzaniana Sisilia Panga dominou a prova feminina. Apesar do brilho dos atletas e da atmosfera festiva, a organização enfrentou críticas pontuais, especialmente em relação à entrega de kits e à hidratação durante o percurso.

Duelo na Paulista e Vitórias Históricas

Na categoria masculina, a emoção durou até os metros finais na Avenida Paulista. O etíope Muse Gizachew, com um tempo de 44 minutos e 28 segundos, protagonizou uma virada impressionante, ultrapassando o queniano Jonathan Kamosomg (44m32s) para garantir a vitória. O queniano Wilson Mutai, que havia largado forte, terminou na sexta posição. No feminino, a tanzaniana Sisilia Panga, que compete por uma equipe da Etiópia, fez sua estreia na São Silvestre com uma performance dominante, vencendo com folga em 51 minutos e 8 segundos. “Estou muito feliz com essa vitória. É a primeira da Tanzânia na São Silvestre e espero que meu país esteja orgulhoso de mim”, declarou a campeã.

Destaques Brasileiros e Edição de Recordes

O Brasil também teve seus representantes no pódio. Núbia de Oliveira (Asics) conquistou o terceiro lugar na prova feminina, com 52m42s, repetindo a colocação do ano anterior. No masculino, Fábio de Jesus Correia (Exército e adidas) garantiu a terceira posição com 45m06s. Emocionado, Fábio dedicou sua conquista à mãe: “A gente vem com muita garra para esta prova. Quero agradecer a Deus, a minha equipe, pois ninguém acreditava no guerreiro do sertão, e hoje estou aqui, entre os melhores do Brasil.” Além dos recordes de participação, a edição centenária registrou um notável aumento na presença feminina, que representou 47% do total, um salto significativo em comparação aos 10% de 2006. A prova foi um espetáculo de diversidade, com corredores fantasiados e um clima de confraternização.

Desafios e Críticas à Organização

Apesar do sucesso em números, a centésima São Silvestre não esteve isenta de problemas. Relatos de corredores apontaram a falta de camisetas na entrega dos kits, com estimativas de duas mil unidades não distribuídas. A organização reconheceu a falha e prometeu o envio posterior. A hidratação foi outro ponto crítico: enquanto o primeiro posto oferecia água gelada, os seguintes, a cada 3 km, dispunham apenas de água quente e em apenas um dos lados da via, levando muitos atletas a buscar auxílio em bares e vendedores ambulantes. Problemas com a quantidade de banheiros químicos e um “funil” na entrega das medalhas, que causou um desmaio e falta de isotônicos para muitos, também foram reportados. A largada do pelotão final, prevista para 9h15, ocorreu após as 10h, e a saída da Avenida Paulista após a prova foi dificultada pelo fechamento da via para os preparativos do Réveillon.

A São Silvestre em Números: Uma Edição Gigante

A edição de 2025 da São Silvestre consolidou-se como um evento de proporções gigantescas. Com 55 mil inscritos de 44 países, a prova demonstrou sua abrangência internacional. São Paulo liderou com 55% dos participantes, e a região Sudeste, com 36.661 atletas, foi a mais representada. A premiação total de R$ 295.160,00 foi a maior de todos os tempos, atraindo talentos globais. Cerca de 5.500 atletas acima de 60 anos, incluindo o participante mais velho de 95 anos, demonstraram a longevidade e o apelo da corrida. A estrutura mobilizou 2.200 pessoas na organização, 800 policiais e 35 ambulâncias, além de 730 mil copos de água distribuídos. Para as próximas edições, ajustes em logística, hidratação e distribuição de kits são esperados para aprimorar ainda mais a experiência dos corredores.

Pódio Masculino:

  • 1º MUSE GIZACHEW (ETH) – 44:28
  • 2º JONATHAN KAMOSONG (KEN) – 44:32
  • 3º FÁBIO DE JESUS CORREIA (BRA) – 45:06
  • 4º WILLIAM KIBOR (KEN) – 45:28
  • 5º REUBEN LOGONSIWA POGUISHO (ETH) – 45:46
  • 6º WILSON MUTUA (KEN) – 45:52

Pódio Feminino:

  • 1ª SISILIA GINOKA PANGA (TAN) – 51:08
  • 2ª CYNTHIA CHEMWENO (KEN) – 52:31
  • 3ª NÚBIA DE OLIVEIRA (BRA) – 52:42
  • 4ª GLADYS TEJEDA PUCUHUARANGA (PER) – 53:50
  • 5ª VIVIAN KIPLAGATI (KEN) – 54:12
  • 6ª VIOLA KOSGEI (KEN) – 54:43

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