Em pleno sábado de Carnaval, a relação entre o técnico Fernando Diniz e a torcida do Vasco atingiu um ponto crítico em São Januário. A vitória nos pênaltis sobre o Volta Redonda, que garantiu a classificação para a semifinal do Campeonato Carioca, foi ofuscada por um clima de hostilidade. Ao final do jogo, o time foi alvo de vaias e o treinador deixou o campo sob xingamentos da arquibancada.
O constrangimento era visível também entre os jogadores, que pareciam envergonhados com a forma como o triunfo foi conquistado. Puma Rodrigues, ao converter a última penalidade, sequer recebeu o abraço efusivo dos companheiros, um reflexo do ambiente pesado que pairava sobre a Colina Histórica.
A insatisfação dos torcedores era clara: esperava-se uma melhora significativa no desempenho da equipe, especialmente contra um adversário da Série C do Brasileirão. O sofrimento para superar o Volta Redonda foi a gota d’água para uma torcida que já vinha pressionando Diniz nas redes sociais devido aos maus resultados no Campeonato Brasileiro. A paciência dos cruz-maltinos parece ter chegado ao fim.
Um Vínculo Desfeito?
Fernando Diniz, que no ano passado conquistou a confiança dos vascaínos e o prestígio do presidente Pedrinho após classificações marcantes na Copa do Brasil, viu esse vínculo se deteriorar rapidamente. Apesar de ter levado o time à final da Copa do Brasil, onde foi vice-campeão contra o Corinthians no Maracanã, o desempenho recente tem sido alvo de duras críticas.
Reformulação e Desafios Atuais
Para a temporada de 2026, o treinador recebeu reforços como Cuiabano, Marino Hinestroza e Brenner, mas também enfrentou a perda do craque Rayan para o campeonato inglês. Com as mudanças no elenco, Diniz tem a missão de reencontrar o caminho das vitórias convincentes. Até o momento, o ano de 2026 registra 10 jogos disputados, com apenas 3 vitórias (todas no Carioca), 4 empates e 3 derrotas, um retrospecto que apenas intensifica a pressão sobre o comando técnico vascaíno.




