O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o ex-jogador Paulo Sérgio Rosa, mais conhecido como Viola, a 3 anos e 10 meses de prisão em regime inicialmente aberto pelo porte ilegal de arma de fogo. A decisão encerra um processo que se arrastava desde 2012, envolvendo o ídolo do Corinthians e tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira em 1994.
Pena Convertida e Desfecho Judicial
Apesar da condenação, a pena imposta a Viola foi convertida em prestação de serviços comunitários e no pagamento de uma multa fixa, equivalente ao valor do salário mínimo do ano em que o crime ocorreu. Essa conversão permite que o ex-atacante cumpra sua pena fora do regime prisional tradicional, focando em atividades sociais e financeiras como reparação.
O Que Aconteceu em 2012?
O incidente que levou à condenação ocorreu na residência de Viola em 2012. De acordo com informações da Itatiaia, a ex-mulher do jogador denunciou à polícia que ele havia se trancado em casa com o filho do casal, após perder a guarda do menino. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma espingarda, um revólver e munição, resultando na prisão em flagrante do ex-atacante. Na época, Viola permaneceu detido por cinco dias antes de ser liberado para aguardar o desenrolar do processo.
Carreira Marcada por Gols e Polêmicas
Com uma trajetória notável no futebol, Viola iniciou sua carreira no Corinthians no final dos anos 1980, tornando-se herói na conquista do Paulistão de 1988. Sua personalidade forte e irreverência, como a icônica comemoração imitando um porco contra o Palmeiras, cativaram a torcida. Pelo Timão, foi convocado para a Copa do Mundo de 1994, onde ajudou o Brasil a conquistar o tetracampeonato. Ao longo de 712 jogos como profissional, marcou 297 gols, defendendo clubes como Santos, Palmeiras e Vasco, além de passagens pela Europa. A reportagem do iG tentou contato com o ex-jogador, mas não obteve retorno até o momento.





