A Seleção Brasileira vive um momento delicado a menos de 50 dias para a Copa do Mundo. Após perder Rodrygo para o Mundial, o time canarinho recebeu a notícia que Estevão, com uma grave lesão na coxa direita, dificilmente jogará o torneio. Desde as primeiras edições, o Brasil, assim como outros países, sofre com problemas físicos em um Mundial. Relembre abaixo as lesões mais devastadoras para a Seleção em Copas do Mundo:
Pelé: O Rei e os Mundiais de 1962 e 1966
Grande astro da Copa do Mundo de 1958, quando, com apenas 17 anos, marcou seis gols em três partidas de mata-mata e liderou o Brasil ao título inédito, Pelé não conseguiu repetir a performance no torneio seguinte, em 1962, no Chile. Ainda no primeiro tempo do segundo jogo da Seleção no Mundial, contra a Tchecoslováquia, o craque santista lesionou a coxa esquerda ao tentar um chute, deixando a equipe com 10 em campo e perdendo o restante da competição. Apesar da lesão, o Brasil se recuperou, com Amarildo substituindo o ‘Rei’ e Garrincha assumindo o posto de protagonista, levando o país ao bicampeonato consecutivo.
Em 1966, a Seleção chegava à Inglaterra buscando algo inédito na história do futebol: o tricampeonato mundial seguido. Desta vez, a expectativa era de que Pelé, principal estrela do país, comandasse o time novamente. Titular na estreia, diante da Bulgária, o atacante sofreu com o jogo duro dos europeus e saiu de campo com fortes dores no joelho direito, que o afastaram da partida seguinte, contra a Hungria. A derrota diante dos húngaros deixou o Brasil em situação delicada em busca de uma classificação ao mata-mata. Com isso, Pelé forçou um retorno para o último jogo do grupo, contra Portugal. Sabendo da condição do ‘Rei’, os lusitanos promoveram entradas duras e desleais, que acabaram piorando a condição física do astro. Após a derrota por 3 a 1, Pelé afirmou que nunca mais jogaria uma Copa do Mundo.
Ausências Dolorosas: Careca em 1982 e Romário em 1990
Rapidamente se consolidando como um dos principais centroavantes do Brasil atuando pelo Guarani, Careca disputava a titularidade do time comandado por Telê Santana com Serginho Chulapa, ídolo do São Paulo, na Copa de 1982. No entanto, apenas quatro dias antes da estreia da Seleção no torneio, contra a União Soviética, o atacante alviverde sofreu uma grave lesão no músculo adutor da coxa direita em uma sessão de treinamento, resultando em seu corte. Apesar de convocar Roberto Dinamite para seu lugar, Telê insistiu com Serginho na titularidade. O jogador tricolor não fez uma Copa ruim, mas teve uma atuação desastrosa contra a Itália, no jogo que resultou na eliminação do país.
Comandada por Sebastião Lazaroni, a Seleção teve a pior convocação de sua história para a Copa do Mundo de 1990. Quem poderia ter sido a principal referência técnica do elenco era Romário, que se tornava uma das maiores estrelas do futebol mundial na Holanda. Porém, três meses antes do torneio, o ‘Baixinho’ quebrou a fíbula da perna pelo PSV, em um jogo do campeonato nacional. O treinador canarinho peitou a recomendação do grupo médico brasileiro e convocou o centroavante, mas pouco pôde utilizá-lo no torneio, que atuou apenas em 45 minutos, na fase de grupos, contra a Escócia. Sem Romário, o Brasil fez sua pior campanha em Mundiais desde o tricampeonato, caindo nas oitavas de final para a Argentina, de Maradona e Caniggia.
Neymar: O Drama de 2014 em Casa
Iniciando sua passagem pelo futebol europeu, no Barcelona, Neymar chegou à Copa do Mundo de 2014 como a principal estrela do Brasil, que sediava o torneio pela primeira vez em 64 anos. Apesar da grande pressão, o jovem jogador cumpriu as expectativas, sendo um dos melhores da competição. No entanto, perdeu a semifinal, contra a Alemanha, pela lesão sofrida na coluna, após levar uma joelhada de Juan Pablo Zuñiga, lateral da Colômbia. É pouco provável que Neymar conseguiria reverter o acachapante 7 a 1 sofrido pela Seleção, mas sua ausência claramente afetou o ânimo e a confiança do time comandado por Felipão.
As lesões interferem diretamente nas chances de título da Seleção Brasileira, e a próxima edição da Copa do Mundo, recheada de mudanças e novidades, não será diferente. O time canarinho vai fazer sua estreia no torneio no dia 13 de junho (sábado), às 19h (horário de Brasília), diante de Marrocos. Ainda na primeira fase, a equipe comandada por Carlo Ancelotti também enfrentará Haiti e Escócia, com a esperança de que o elenco possa se manter completo e sem as devastadoras ausências que marcaram a história.





