Após ser confirmado por Carlo Ancelotti na relação de jogadores que defenderão a Seleção Brasileira rumo ao sonho do hexa na Copa do Mundo, o atacante Neymar vive mais uma batalha física. O camisa 10 do Santos está tratando um edema na panturrilha, sofrido na derrota diante do Coritiba no último domingo (17). A lesão gera preocupação sobre sua participação no início da preparação para o Mundial.
Embora o técnico Cuca tenha dito que se trata de uma ‘lesão leve’, o Santos não estipulou um tempo exato para a recuperação do craque, que já desfalcou a equipe no tropeço contra o San Lorenzo. A incerteza paira até a próxima quarta-feira (27), quando Neymar deve se apresentar à Granja Comary, em Teresópolis (RJ), para ser avaliado clinicamente pela CBF.
O que é um edema muscular?
Para entender melhor a situação, a reportagem consultou Bruno Maroneze, fisioterapeuta especializado em Traumato-Ortopedia. Maroneze explicou que o ‘edema muscular’ é definido como um acúmulo anormal de fluidos ou extravasamento no tecido muscular. No caso de Neymar, acometeu a panturrilha, mas pode afetar outras musculaturas, como posterior de coxa ou quadríceps. Essa contusão pode gerar restrição de movimento no atleta.
Tempo de recuperação e classificação da lesão
O fisioterapeuta detalhou que o tempo de recuperação pode variar significativamente de acordo com a gravidade do edema. Ele mencionou uma métrica britânica de lesões musculares que classifica e quantifica o grau da contusão, determinando qual tecido foi afetado. Lesões musculares puras têm um retorno mais rápido, as da junção miotendínea (tipo B) têm um retorno médio, e as intratendíneas (tipo C) exigem maior tempo de afastamento.
‘No caso do Neymar não foi divulgado nem o grau nem a localização, só foi divulgado que foi um edema. Mas, por exemplo, sendo classificado como uma lesão funcional, onde não teve ruptura de fibras, então não é uma lesão estrutural. E o tempo médio de retorno pode variar, dependendo de casos, entre 3 a 14 dias’, esclareceu Maroneze.
Fatores que influenciam o retorno aos gramados
Bruno Maroneze ressaltou que o espaçado intervalo de tempo na recuperação se deve a diversos fatores externos. Ele citou que jogadores acima dos 30 anos têm uma maior probabilidade de lesões musculares, e o histórico de contusões também pode influenciar negativamente. Embora Neymar se enquadre nesses perfis, o fisioterapeuta ponderou que, em linhas gerais, há tempo hábil para a recuperação.
‘Para o retorno à fase competitiva do atleta, as engrenagens (parte médica, parte fisioterapêutica, parte de preparação física, parte psicológica e nutricional) têm todas que estar funcionando junto. Então, se esse processo for realizado de forma coerente e assertiva, o Neymar tem total condições de retornar e performar para a Copa do Mundo’, concluiu Maroneze.
Com ou sem Neymar à disposição, o Brasil inicia os treinos para o Mundial na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). A Seleção terá dois amistosos antes da estreia na Copa do Mundo: no domingo (31), encara o Panamá, no Maracanã, e posteriormente enfrenta o Egito nos Estados Unidos. A estreia oficial do Brasil na Copa do Mundo será no dia 13 de junho, contra Marrocos.




