A busca pelo hexacampeonato na Copa do Mundo pode encontrar um inesperado e poderoso aliado: as frustrações vividas em Mundiais anteriores. É com essa perspectiva que o zagueiro e capitão Marquinhos, em sua terceira participação em Copas, encara a preparação da Seleção Brasileira para o torneio de 2026.
Presente nas edições de 2018 e 2022, Marquinhos sentiu na pele a amargura da eliminação, culminando no pênalti decisivo perdido contra a Croácia no último Mundial. No entanto, ele vê nessas cicatrizes uma fonte de motivação e aprendizado para o grupo atual.
A Dor do Passado Como Combustível
“Vejo algumas reportagens, algumas declarações de antigos campeões que fizeram parte de ciclos que não conseguiram ganhar e que depois fizeram parte de ciclos em que conseguiram ser vencedores. Então, acho que isso pode ser uma experiência positiva para a seleção”, afirmou Marquinhos. Ele ressalta a importância de transmitir essa vivência aos jogadores que estreiam em Copas, “mostrar a dor que é não ganhar, de ser eliminado e trazer um pouco dessa experiência” para o grupo.
Coletivo e Sem Fórmulas Mágicas
Marquinhos evitou comparações sobre se o Brasil chega mais preparado desta vez, enfatizando a evolução constante do futebol e a importância do trabalho em equipe. “É difícil comparar momentos, times, preparações. O futebol vem mostrando cada vez mais a todos nós que não existe uma fórmula secreta de sucesso. Existem muitas filosofias, muitos caminhos que se pode chegar ao sucesso”, disse.
O zagueiro destacou o foco no coletivo, onde todos os jogadores precisam estar bem fisicamente e mentalmente. Ele citou a própria experiência no PSG, onde a equipe começou a Champions League de forma irregular e terminou campeã, como exemplo de superação e crescimento em momentos cruciais. “As últimas campeãs mostram isso também, pois superam crescer em momentos importantes. Eu mesmo no clube, começamos a Champions não tão bem e depois fomos campeões”, completou.
Chegada à Seleção e Preparação Atual
Marquinhos se apresentou à Seleção Brasileira após uma temporada vitoriosa, na qual ergueu o troféu da Champions League com o Paris Saint-Germain. O time francês sagrou-se bicampeão do torneio ao bater o Arsenal nos pênaltis. Devido a esse compromisso, o defensor, assim como Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli, não iniciou os treinamentos na Granja Comary em 24 de maio, juntando-se ao grupo posteriormente.
Antes de embarcar para os Estados Unidos, onde finalizará a preparação, o Brasil se despediu da torcida com uma goleada de 6 a 2 sobre o Panamá, no Maracanã. Os gols foram marcados por Vini Jr., Casemiro, Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo, com o Panamá descontando com gol contra de Matheus Cunha e um golaço de Carlos Harvey.
Em solo norte-americano, a Seleção ainda terá um último teste antes da Copa, enfrentando o Egito em Cleveland, no dia 6 de junho. A estreia no Mundial de 2026 está marcada para 13 de junho contra Marrocos. Na sequência, o Brasil encara Haiti e Escócia pela fase de grupos.
Caminho do Brasil na Copa 2026
Caso avance como primeiro colocado de seu grupo, o Brasil poderá ter um caminho desafiador no mata-mata. Nas inéditas 16-avos de final, enfrentaria o segundo colocado do Grupo F (que tem a Holanda como favorita, além de Tunísia, Japão e Suécia). Avançando, a Seleção poderia cruzar com Alemanha ou França já na segunda etapa do mata-mata, dependendo dos resultados de outras chaves.
As projeções apontam para possíveis confrontos contra a Inglaterra nas quartas de final e a Argentina nas semifinais, prometendo um torneio repleto de emoções e desafios em busca do tão sonhado hexacampeonato.




