A lesão do lateral Wesley no último amistoso da Seleção Brasileira, que o tirou da Copa do Mundo de 2026 às vésperas do início do torneio, é um capítulo recente em uma história de cortes dolorosos que assombram o time nacional. Wesley, que seria titular e dono da camisa 2 da seleção comandada por Carlo Ancelotti, junta-se a nomes icônicos como Romário, Careca e Edmilson, que também viram seus sonhos de disputar um Mundial serem interrompidos por problemas físicos dias antes da competição.
O Drama de Wesley e a Convocação de Éderson
O corte de Wesley foi anunciado neste domingo (7), após exames confirmarem uma lesão muscular sofrida um dia antes, na vitória contra o Egito. O jogador da Roma, ex-Flamengo e destaque no futebol italiano, sentiu dores na região da virilha esquerda aos 15 minutos do primeiro tempo e deixou o campo desolado. Para seu lugar, o técnico italiano convocou o volante Éderson, do Atalanta. O jogador, que já desperta o interesse do Manchester United, havia sido convocado apenas uma vez por Ancelotti e ainda não havia estreado pela seleção principal.
Uma História de Desfalques: Cortes Marcantes em Copas
A situação de Wesley ecoa diversos casos históricos. O último jogador brasileiro cortado antes dele foi Edmilson, em 2006. O volante, que havia sido titular no pentacampeonato de 2002, sofreu uma lesão no joelho e foi substituído por Mineiro. Antes dele, outros grandes nomes, como Romário em 1998 e Careca em 1982, também foram vítimas de lesões que os impediram de defender o Brasil em Mundiais.
De 1950 a 2006: A Cronologia dos Cortes na Seleção
A triste tradição de cortes começou cedo. Em 1950, o atacante Tesourinha lesionou o joelho, mas não houve tempo para substituição. Em 1970, Rogério foi cortado por dores musculares no México, dando lugar ao goleiro Emerson Leão. Quatro anos depois, em 1974, o volante Clodoaldo (distensão muscular) e o goleiro Wendell (lesão muscular) foram substituídos por Mirandinha e Waldir Peres.
A Copa de 1978 viu o corte do atacante Nunes (contusão em treino) e do lateral Zé Maria (lesão muscular), com Roberto Dinamite e Nelinho sendo convocados. Em 1982, Careca, um dos grandes nomes da época, lesionou a coxa quatro dias antes da estreia, e Roberto Dinamite foi chamado novamente. A edição de 1986 teve os cortes do zagueiro Mozer (problemas físicos) e do meia Toninho Cerezo (lesão muscular), que deram lugar a Mauro Galvão e Valdo.
Em 1994, dois zagueiros foram cortados: Ricardo Gomes (lesão muscular) e, novamente, Mozer (hepatite), sendo substituídos por Aldair e Ronaldão. A Copa de 1998 foi marcada por três desfalques: Márcio Santos (lesão muscular), Flávio Conceição (problema físico) e o icônico Romário (lesão crônica na panturrilha). André Cruz, Zé Carlos e Emerson foram os substitutos.
Curiosamente, Emerson, que foi convocado em 1998 por um corte, acabou sendo cortado em 2002. Atuando como goleiro em um rachão pré-Copa, ele luxou o ombro e foi substituído por Ricardinho. Por fim, antes de Wesley, Edmilson foi o último a ser cortado em 2006, abrindo espaço para Mineiro.
Esses cortes, muitas vezes ocorrendo a poucos dias do início do torneio, representam não apenas um golpe para os jogadores envolvidos, mas também um desafio significativo para a comissão técnica, que precisa reorganizar planos e integrar novos atletas em um curto espaço de tempo. A história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo é, infelizmente, também uma história de sonhos interrompidos e de superação.




