O mundo do futebol acordou surpreso nesta segunda-feira (15) com a demissão de Sabri Lamouchi, técnico da Tunísia, após a goleada de 5 a 1 sofrida para a Suécia na estreia da Copa do Mundo. Apesar de incomum, a dispensa de um treinador durante o Mundial não é inédita. O primeiro registro de um caso do tipo foi do brasileiro Carlos Alberto Parreira, que comandava a Arábia Saudita na edição de 1998.
O Precedente Histórico: Carlos Alberto Parreira em 1998
Parreira chegou ao torneio com o prestígio de ter comandado o título mundial do Brasil em 1994. No entanto, sua passagem pelo futebol saudita foi complicada. Na estreia, a equipe foi derrotada por 1 a 0 pela Dinamarca e, em seguida, sofreu uma goleada de 4 a 0 para a França, dona da casa. Esse desempenho foi suficiente para a federação saudita demitir o treinador ainda durante a competição, após apenas duas partidas, um fato inédito em Copas até então.
Copa de 1998: O Ano Recordista em Demissões
As mudanças no comando técnico não se limitaram à saída de Parreira em 1998. Na mesma fase de grupos, a Coreia do Sul demitiu Cha Bum-kun, também na segunda rodada, após derrotas para o México (3 a 1) e Holanda (5 a 0). A Tunísia, repetindo o feito, foi outra no mesmo caminho, demitindo o técnico Henryk Kasperczak depois de perder para a Inglaterra (2 a 0) e Colômbia (1 a 0). A Copa de 1998, portanto, segue como recordista de demissões.
Tunísia, Duplamente Histórica
Até então, a Copa do Mundo de 1998 era a única edição a registrar demissões de treinadores durante a disputa do torneio. O cenário volta a se repetir agora em 2026, de novo com a Tunísia, que se tornou o único país a trocar de técnico em duas edições diferentes de Mundial.
O Cenário Atual da Tunísia no Mundial de 2026
Mesmo sem um substituto definido, a Tunísia ainda segue com chances matemáticas de avançar de fase, embora a missão seja heróica. A seleção africana volta a campo contra o Japão, na madrugada do dia 21, à 1h, e encerra sua participação na fase de grupos diante da Holanda, dia 25 de junho, às 20h. Vale relembrar que a Copa do Mundo de 2026, a primeira com 48 seleções, trouxe mudanças no formato de classificação para o mata-mata. Avançam os dois primeiros de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados entre os 16 grupos do torneio.




