Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas, como explicar os fenômenos Lionel Messi e Diego Armando Maradona? Gênios da bola, meias-atacantes, dribladores canhotos, camisas 10 e, sem dúvida, os maiores ídolos da história da Seleção Argentina. A lista de comparações é vasta, e ambos, como capitães, ergueram a taça da Copa do Mundo diante de todo o planeta.
Messi: A Glória Recente e a Busca por Mais
A conquista de Lionel Messi ainda está fresca na memória. Em 2022, na edição do Catar, ele liderou a Argentina à vitória sobre a França de Mbappé, em uma das maiores finais de todos os tempos, decidida nos pênaltis. Messi marcou sete gols em sete jogos, sendo eleito o “Bola de Ouro” da FIFA naquela temporada, aos 35 anos. Mesmo após ter disputado as Copas de 2006, 2010, 2014 e 2018 sem o título, a glória de 2022 silenciou os críticos, consolidando seu lugar entre os maiores. Agora, com 39 anos se aproximando, a expectativa é se Messi tentará um feito ainda maior na próxima Copa: um bicampeonato.
Maradona: O Auge de 86 e o Sonho Frustrado de 90
Quatro anos antes da consagração de Messi, Diego Maradona já havia assombrado o mundo com seu futebol irreverente e endiabrado em 1986, no auge de seus 25 anos. Sua performance foi tão lendária que o narrador uruguaio Victor Hugo Morales se emocionou e foi às lágrimas ao testemunhar o que a FIFA chamou de o “Gol do Século”. “É para chorar, perdoem-me! Maradona! Em uma corrida memorável! A maior jogada de todos os tempos! Foguete cósmico! De que planeta você veio para deixar pelo caminho tantos ingleses? Para que o país seja um punho cerrado! Gritando por Argentina!”, narrou Morales, enquanto Maradona driblava cinco ingleses em 68 metros, garantindo a classificação para a semifinal. Naquela campanha vitoriosa, Diego participou de 10 dos 14 gols da Argentina, com 5 marcados e 5 assistências.
Em 1990, Maradona teve a chance de repetir o feito e ser campeão novamente. A Argentina chegou à final, mas foi derrotada pela Alemanha por um a zero, com um gol de pênalti considerado duvidoso. Esse foi o ponto em que Maradona buscou o bicampeonato, mas não conseguiu. Sua despedida dos Mundiais, em 1994, foi melancólica, após testar positivo para efedrina.
O Novo Capítulo de Messi e o Legado Argentino
Enquanto a história de Maradona está escrita e é sagrada para muitos torcedores, as páginas sobre Lionel Messi continuam sendo redigidas a cada jogo, drible, gol e título. Com a Argentina iniciando sua jornada em “mais um mundial” nesta semana, e Messi se aproximando dos 39 anos (ele completará no próximo dia 24), o cenário para a Copa de 2026 se desenha com uma expectativa gigantesca.
Se Messi for campeão do mundo novamente, superando a tentativa de Maradona em 1990, não haverá adjetivos em qualquer dicionário capazes de descrever o que ele passará a representar para o apaixonado povo argentino. Seria o ápice de uma carreira sem precedentes, elevando-o a um patamar que transcende o futebol e o coloca, talvez, como o maior de todos os tempos, com uma glória que nem mesmo o inesquecível El Pibe conseguiu alcançar em sua busca pelo bicampeonato.




