Lucas Paquetá, um dos pilares da Seleção Brasileira, foi o porta-voz da equipe neste domingo (21), em entrevista coletiva realizada em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O meia do West Ham, que vem sendo titular sob o comando de Carlo Ancelotti, defendeu a evolução do Brasil na Copa, rechaçou comparações com potências como França e Argentina e demonstrou total flexibilidade tática, inclusive para atuar na posição do lesionado Raphinha. A mensagem central foi clara: o foco está no percurso da Seleção, e não em paralelos externos.
A Evolução da Seleção e as Mudanças Táticas
Paquetá avaliou positivamente o desempenho da Seleção Brasileira, destacando a melhora no jogo contra o Haiti, que resultou em uma vitória por 3 a 0. “O Brasil melhorou o seu desempenho e fez, contra o Haiti, um bom jogo dentro da expectativa de melhorar em qualidade técnica e no jogo com bola”, afirmou o jogador, ressaltando que o resultado trouxe confiança para a equipe “seguir crescendo na competição”.
O meia atribuiu parte dessa evolução às mudanças táticas implementadas por Ancelotti entre o primeiro e o segundo jogo. “Acho que para esse segundo jogo a gente foi mais definido de jogar com três no meio, diferente do outro, que eu começava por fora e flutuava por dentro com mais liberdade”, explicou Paquetá. Ele detalhou a importância de ter um meio-campo mais “definido”, permitindo maior mobilidade e trocas entre os jogadores, como ele e Cunha, ou a presença mais centralizada de Igor, adaptando-se às necessidades de cada partida.
Foco Interno: “Nenhuma Comparação Importa”
Com a primeira rodada da Copa já encerrada e o status de favoritas de seleções como França e Argentina consolidado, Paquetá foi questionado sobre a força dos adversários. No entanto, o meia preferiu manter o foco nas qualidades da Seleção Brasileira e na sua própria jornada. “A gente tem a cabeça tranquila do que a gente veio fazer”, declarou.
“Quebramos as expectativas do primeiro jogo, sim, a gente melhorou, teve mais calma e acho que a gente tem que focar no que podemos fazer”, pontuou Paquetá, reforçando o objetivo de conquistar mais uma Copa. A frase emblemática de sua fala foi: “E, se no fim conquistarmos o objetivo, nenhuma comparação importa”. Ele também fez questão de alertar para a força de seleções menos badaladas que surpreenderam nos primeiros jogos, mostrando que o Brasil está atento a todos os desafios.
Raphinha Fora e a Versatilidade de Paquetá
Outro tema abordado na coletiva foi a lesão muscular na coxa direita de Raphinha, confirmada pela CBF. Paquetá lamentou a ausência do companheiro, destacando suas qualidades. “O Rapha é importantíssimo para nós, todos nós conhecemos suas valências, a velocidade que ele tem, o poder de atacar espaço, de finalização, acho que a gente perde um jogador muito importante”, disse. Ele expressou a torcida pela recuperação mais breve possível do camisa 11.
Com a vaga de Raphinha em aberto, Paquetá não hesitou em se colocar à disposição para cumprir a função tática necessária. “Sempre me coloco à disposição para ajudar, fazer meu melhor”, afirmou, deixando a decisão nas mãos da comissão técnica. “Independentemente de nomes, está todo mundo preparado para entrar e fazer seu melhor”, completou, evidenciando o espírito de equipe.
Próximos Desafios na Fase de Grupos
A Seleção Brasileira se prepara agora para o último compromisso da fase de grupos. O Brasil enfrenta a Escócia na próxima quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), em Miami, nos EUA. No mesmo dia e horário, Marrocos e Haiti duelam em Atlanta, encerrando também a participação do Grupo C na primeira fase.
Brasil e Marrocos disputam a liderança do grupo. Para garantir a primeira posição, a Seleção Brasileira precisa vencer a Escócia e, dependendo do resultado de Marrocos, monitorar o saldo de gols.




