Nova York, Estados Unidos – O atacante Endrick, considerado uma das maiores esperanças da Seleção Brasileira para o futuro, conversou com a imprensa nesta quinta-feira em Nova York. A joia de 19 anos, que se prepara para o duelo eliminatório contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, abordou sua expectativa por uma vaga no time titular e rasgou elogios ao técnico Carlo Ancelotti, descrevendo-o como “iluminado”.
Foco na Seleção, não na titularidade
Questionado sobre a possibilidade de iniciar a partida contra os noruegueses, Endrick, que tem acumulado minutos em campo nos últimos jogos (26 contra o Haiti, 8 contra a Escócia e 46 contra o Japão), preferiu despistar. Ele destacou o alto nível do elenco e a importância da união do grupo para alcançar o objetivo principal: a classificação brasileira.
“Para mim já é uma vitória estar com esse grupo, estar na Seleção Brasileira disputando a Copa do Mundo e eu acho que tem 26 jogadores aqui que estão loucos pra jogar, estão loucos pra ajudar a Seleção, e todos estão preparados. Eu também estou muito preparado para esse momento, porque se os 26 que estão aqui não estivessem preparados, não estariam aqui”, afirmou o jovem atacante. Ele reforçou sua confiança na comissão técnica: “Todos aqui estão esperando a oportunidade. Eu vou esperar em Deus, esperar no Mister e o Mister vai fazer a melhor coisa para a equipe. E se Deus quiser, vamos fazer um bom jogo e poder passar de fase.”
A parceria “maravilhosa” com Ancelotti
Durante a coletiva, Endrick também foi perguntado sobre sua relação com Carlo Ancelotti, o multicampeão técnico italiano. O atacante não hesitou em ressaltar a “parceria maravilhosa” que construiu com Ancelotti, lembrando que o italiano foi seu primeiro treinador na Europa, após sua chegada ao Real Madrid vindo do Palmeiras.
“Ter ele como primeiro treinador foi incrível. Pude aprender bastante coisas com ele, mas também com o staff dele, que é um staff muito bom. Então, fico muito agradecido”, disse Endrick. Ele estendeu os elogios à presença de Ancelotti na Seleção Brasileira: “E aqui na Seleção não tá sendo diferente, e fico muito feliz por isso. Acho que não teve o encaixe melhor de ter o Ancelotti como treinador do Brasil para acolher o grupo, para fazer o grupo se dar bem e ir evoluindo cada vez mais, que é o que está acontecendo na Copa e esperamos seguir evoluindo, que é o mais importante para nós nesse ciclo.”
Ancelotti: o “iluminado” no comando
O camisa 19 do Brasil foi além, atribuindo um traço quase “divino” ao consagrado treinador. Endrick apontou a capacidade de Ancelotti de tomar decisões acertadas, citando o gol de Martinelli, que veio do banco no último jogo, como um exemplo claro da sua “iluminação”.
“O Mister, vocês sabem, é um dos treinadores mais vitoriosos do futebol, um dos melhores treinadores do mundo, então ele sabe muito bem o que fazer. Ficou claro, acho que nesse último jogo, você vê ele mexendo bem, quem faz o gol é um cara que veio do banco, foi o Martinelli. (…) as coisas acontecem, parece que Deus olha pra ele também e fala que ele é iluminado, que é tudo que o Carlos faz, acontece, sabe?”, explicou o atacante. Ele finalizou reafirmando sua total confiança e submissão aos planos do técnico: “Então, acho que todos os jogadores aqui estão seguindo o plano do Mister, então acho que é seguir assim, e quando o Mister falar para fazer alguma coisa, eu vou fazer, não vou olhar pra trás.”




