O amistoso entre Flamengo e Benfica, disputado neste sábado (11) em Algarve, Portugal, foi marcado por intensa hostilidade da torcida rubro-negra contra o atacante Prestianni. O jogador do Benfica foi alvo de vaias e protestos veementes devido a uma punição da UEFA por racismo contra Vinicius Júnior, ocorrida em uma partida da Champions League no início deste ano.
A entrada de Prestianni em campo, aos 27 minutos do primeiro tempo, deflagrou a fúria dos torcedores flamenguistas. As vaias foram imediatas, criando um ambiente tenso. A partida foi brevemente interrompida em duas ocasiões por discussões acaloradas entre as equipes, após entradas de Erick Pulgar e Emerson Royal sobre o atacante, que se tornou o foco principal da insatisfação. As brigas se estenderam também aos bancos de reservas.
O Caso de Racismo Contra Vinicius Júnior
A revolta tem origem em fevereiro, durante um confronto pela Champions League entre Benfica e Real Madrid. Após Vinicius Júnior marcar um gol e celebrar dançando, Prestianni se aproximou e, cobrindo a boca com a camisa, proferiu ofensas. O atacante brasileiro informou ao árbitro que havia sido chamado de “macaco”, levando ao acionamento do protocolo antirracismo da UEFA e à paralisação do jogo.
Apesar de Prestianni negar as acusações, o caso foi julgado dias depois, resultando em uma suspensão de seis partidas da UEFA por “conduta discriminatória” contra o jogador argentino.
A Resposta Simbólica do Flamengo em Campo
No amistoso, o Flamengo venceu o Benfica por 2 a 1. O gol da vitória rubro-negra, marcado por Wallace Yan, carregou um simbolismo poderoso. Após balançar as redes, Yan correu até a bandeirinha de escanteio e repetiu a mesma dança de Vinicius Júnior que desencadeou a confusão na Champions, um claro gesto de apoio. Samuel Lino marcou o outro gol do Flamengo, e Pavlidis descontou para os portugueses.
A ‘Lei Vinicius Júnior’ da FIFA
Em resposta aos casos de racismo, a FIFA implementou a “Lei Vinicius Júnior”, proibindo atletas de cobrirem a boca ao se comunicar com adversários. O objetivo é prevenir incidentes como o de Prestianni e garantir a identificação de ofensas racistas. A diretriz prevê a expulsão para quem insistir em cobrir a boca, medida já aplicada na Copa do Mundo com Almiron (Paraguai) e Hincapié (Equador), reforçando o combate da FIFA ao racismo nos gramados.




