Em uma declaração que adiciona mais um capítulo à rivalidade futebolística e pessoal, o presidente do Barcelona, Joan Laporta, afirmou que a Espanha é a favorita para vencer a Copa do Mundo, desde que a arbitragem da final contra a Argentina seja imparcial. As duas seleções estão prontas para se enfrentar neste domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium.
A fala de Laporta foi proferida na Quinta Avenida, em Nova York, durante entrevista ao programa de rádio El Partidazo de COPE. A manifestação do mandatário culé dá coro às crescentes reclamações que surgiram ao longo do Mundial sobre um suposto tratamento diferenciado da arbitragem em relação à seleção argentina, principalmente após a partida contra o Egito, onde as “artimanhas” de Lionel Messi e seus companheiros foram alvo de críticas de diversas seleções.
A Complexa Relação com Lionel Messi
A declaração de Laporta ganha peso adicional devido à sua complexa e conturbada relação com Lionel Messi. O camisa 10 da seleção argentina e sua equipe atribuem a Laporta a responsabilidade pela turbulenta saída do jogador do clube catalão em 2021, um evento que marcou profundamente a história recente do Barcelona.
A crise no Barcelona no final de 2020, sob a gestão de Josep Bartomeu, levou Messi a criticar publicamente a diretoria e a expressar seu desejo de deixar o clube. Laporta, que já havia sido presidente entre 2003 e 2010 e acompanhou toda a trajetória de Messi, capitalizou a situação, endossando uma campanha pela renúncia de Bartomeu e se apresentando como o único capaz de reorganizar o clube e convencer o astro a permanecer.
Com a renúncia de Bartomeu em outubro de 2020, Laporta lançou sua candidatura à presidência, tendo a promessa de manter Messi como um dos principais trunfos de sua campanha. A presença de Messi no clube no dia da votação, a primeira e única vez, foi interpretada como um sinal de apoio à candidatura de Laporta e uma esperança de permanência. No entanto, o desfecho foi o oposto.
A Saída Inesperada de Messi e a Promessa Quebrada
Ao assumir a presidência, Laporta surpreendeu ao decidir não renovar o contrato do camisa 10 argentino. Messi deixou claro que sua saída ocorria contra sua vontade e, de certa forma, sentiu-se usado durante o processo eleitoral. Na época, Laporta alegou publicamente que o clube não tinha condições financeiras de arcar com o salário do jogador, devido às regras de fair play financeiro impostas.
O Agravamento da Tensão em 2023 e o Gesto Ignorado
A relação, já fragilizada, deteriorou-se ainda mais em 2023. Após duas temporadas no PSG, Messi ficou livre no mercado e tentou negociar um retorno ao Barcelona, buscando um modelo financeiro que se adequasse às exigências da La Liga. Contudo, Messi e sua equipe novamente entenderam que não houve esforço suficiente por parte de Laporta para concretizar o acordo. Sem avanço nas negociações, Messi optou por assinar com o Inter Miami, onde atua atualmente.
Um episódio recente que simboliza o rompimento definitivo ocorreu na cerimônia da Bola de Ouro de 2023. Em entrevista, Laporta revelou que tentou cumprimentar Messi após o argentino conquistar seu oitavo prêmio, mas foi completamente ignorado pelo craque, evidenciando a frieza e o distanciamento entre os dois.




