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Sociedade ‘Normal’ Pede Punição a Abel Ferreira no STJD Após

Sociedade ‘normal’ pede punição a abel ferreira no stjd após

A conduta do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, que se tornou protagonista de episódios reincidentes de agressão a microfones durante entrevistas e jogos, será avaliada nesta sexta-feira (4 de setembro) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Uma parcela da sociedade, descrita pelo colunista Vitor Guedes como “normal” – aquela que não reage a contrariedades chutando objetos inanimados –, aguarda uma punição exemplar para o treinador.

A Linha do ‘Comportamento Normal’

Para Vitor Guedes, autor da coluna Vitão Raiz, a capacidade de não chutar objetos inanimados ao ser contrariado é uma condição fundamental para um ser humano ser considerado “normal”. Ele classifica o ato de agredir microfones como pueril e ridículo, comparando-o a um chilique de criança mimada. Segundo Guedes, embora seja aceitável expressar frustração de outras formas, como fazer beicinho ou chorar, o vandalismo contra equipamentos é inaceitável.

A Defesa de Abel e a Crítica à Impunidade

Abel Ferreira, por sua vez, tentou justificar seus atos, declarando que “é normal às vezes extravasar” em fases decisivas e intensas do futebol. Ele citou um episódio anterior na Conmebol, onde chutou um microfone e foi apenas multado, sem ser suspenso de jogos. Essa declaração foi interpretada por Guedes como uma tentativa de “botar preço na impunidade”, sugerindo que o treinador esperava uma pena branda ou apenas pecuniária. O colunista ressalta que o sucesso e o alto salário de Abel não devem servir como salvo-conduto para comportamentos inadequados, como agredir equipamentos ou tomar celulares de repórteres, atos que ele já teria protagonizado.

Limites e Consequências no Esporte

A tese de Abel de que ele “vive o futebol intensamente” e, por isso, seus atos seriam compreensíveis, é veementemente refutada por Vitor Guedes. O jornalista argumenta que a falta de controle emocional não pode ser desculpa para violações de conduta. Ele traça um paralelo (com a devida ressalva de que não se trata de equiparação de gravidade) com outras situações onde a paixão não justifica a agressão, como no caso de violência doméstica. Guedes enfatiza que, desde os tempos do Código de Hamurabi, a lei pune não apenas crimes hediondos, mas também infrações menores, e que o STJD tem o papel de estabelecer limites para os “chiliques” do treinador.

A expectativa é que o tribunal aplique uma sanção que reforce a isonomia e a disciplina no esporte, mostrando que, mesmo com a paixão inerente ao futebol, a civilidade e o respeito às regras devem prevalecer. A grana, como parafraseia Guedes, não pode comprar impunidade ou destruir a beleza do futebol popular.

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