O Fluminense Football Club comunicou, na manhã deste sábado (12), o falecimento de seu diretor executivo de futebol, Paulo Sérgio Scudiere Angioni, aos 80 anos. O dirigente, que tratava um câncer no pâncreas desde setembro, morreu na madrugada, no Rio de Janeiro. Em nota oficial, o clube tricolor lamentou profundamente a perda de um de seus mais dedicados profissionais e prestou uma emocionante homenagem à sua trajetória e contribuições inestimáveis ao futebol brasileiro.
Um Pioneiro do Futebol Brasileiro
Com uma carreira que se estendeu por quatro décadas, Paulo Angioni foi um dos nomes mais respeitados e influentes do cenário esportivo nacional. Reconhecido como pioneiro na função de diretor executivo no Brasil, ele deixou sua marca em diversos grandes clubes, incluindo passagens por Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Bahia. Sua experiência se estendeu também à Seleção Brasileira, onde atuou como supervisor entre 1989 e 1990, acumulando um vasto conhecimento e uma rede de amizades que o acompanharam ao longo de sua jornada.
O Coração Tricolor e as Conquistas Históricas
A ligação de Paulo Angioni com o Fluminense era especial e profunda. Tricolor de coração desde a infância, ele iniciou sua primeira passagem pelo clube em 2000 e retornou em diferentes momentos, sempre exercendo funções estratégicas no departamento de futebol. Em sua mais recente passagem, iniciada em 2018, Angioni foi um dos grandes responsáveis pela retomada do protagonismo do clube, com participações cruciais nas conquistas da Taça Rio de 2020, Taça Guanabara de 2022 e 2023, Campeonatos Cariocas de 2022 e 2023, a histórica Conmebol Libertadores de 2023 e a Recopa. Sua dedicação à formação de jovens talentos em Xerém também é um legado que será lembrado por gerações.
Legado Além dos Campos: A Visão de Um Psicólogo
Além de sua expertise em administração esportiva, Paulo Angioni possuía formação em psicologia, o que o diferenciava no meio do futebol. Essa formação o levou a uma atuação marcada pela preocupação com o aspecto psicológico dos atletas. Em 1989, no Vasco, ele foi um dos primeiros a incorporar psicólogos ao departamento de futebol de um clube. Ao longo dos anos, Angioni defendeu a necessidade crescente da atuação de psiquiatras nos clubes, antevendo o aumento da pressão sobre os atletas e a importância do suporte à saúde mental.
A Despedida do Fluminense e o Reconhecimento de Uma Trajetória
Em seu comunicado, o Fluminense destacou não apenas as conquistas esportivas, mas também as qualidades humanas de Paulo Angioni. O clube ressaltou que, além de ser um profissional de sucesso, ele era um exemplo de vida, compaixão e solidariedade, conhecido pela



