A Corrida Internacional de São Silvestre, a mais tradicional prova de rua do Brasil, celebra seu centenário com uma edição histórica, marcada por um novo recorde de 55 mil participantes amadores e uma elite de atletas determinada. O sonho de cruzar a linha de chegada em primeiro lugar, além de transformar um desconhecido em herói nacional, vale um prêmio de R$ 62.600,00 – uma quantia significativa para a maioria dos brasileiros e um grande impulso para iniciar o ano novo.
O Cobiçado Prêmio e a Missão Brasileira
Na coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 30 de dezembro, a equipe brasileira demonstrou confiança e prometeu empenho para acabar com o jejum de vitórias que já dura desde 2010 no masculino e 2006 no feminino. Marilson dos Santos, último campeão brasileiro masculino, estará presente na equipe de cobertura da prova, que será transmitida ao vivo pelas TVs Gazeta e Globo a partir das 7h25, com largadas escalonadas para PCDs, elite feminina, elite masculina e pelotão geral.
Favoritos e Promessas: Duelos na Pista
Os campeões de 2024, os quenianos Wilson Too e Agnes Keino, não defenderão seus títulos, mas os vice-campeões, Joseph Panga (Tanzânia) e Cynthia Chemweno (Quênia/Asics), estarão presentes e são fortes candidatos. Entre os destaques brasileiros, Núbia de Oliveira (Asics) e Johnatas Cruz (Asics), melhores classificados em 2024, afirmaram estar preparados para lutar pela vitória. Johnatas ressaltou a importância dos primeiros três quilômetros de descida e dos dois quilômetros finais, onde a aceleração é crucial.
A prova contará ainda com um elenco de peso, incluindo atletas como a mineira Jéssica Ladeira e Giovani dos Santos (Olympikus), a baiana Jeane dos Santos, que superou a depressão através da corrida e venceu 43 de 49 provas este ano, e Fábio Jesus Correia, que saiu de coletor de lixo para quebrar recordes. Da equipe APA, de Petrolina, Justino Pedro da Silva e Mirela Saturnino, ambos com currículos expressivos em maratonas, buscam posições mais altas na São Silvestre.
O Percurso: Estratégia e Desafios
Os 15 km da São Silvestre são notoriamente desafiadores, começando com uma descida rápida, seguida por um trecho mais plano e quente, e finalizando com uma subida extenuante de dois quilômetros. A estratégia é fundamental, e a combinação de preparo físico e mental é crucial, como destacou Wendell Jerônimo Souza (adidas), atleta que treina no Quênia e na Colômbia e já venceu quenianos em outras provas.
Histórias que Inspiram: Da Superação ao Pódio
A São Silvestre não é apenas uma corrida, mas um palco para histórias de superação. Jeane dos Santos, mulher negra e nordestina, vê na prova seu objetivo principal, com um foco intenso para melhorar seu terceiro lugar entre as brasileiras em sua estreia. Fábio Jesus Correia, que chegou a São Paulo em 2019 como coletor de lixo e motorista de Uber, agora representa a equipe Kiatleta e vem de uma temporada vitoriosa, incluindo o Campeonato Sul-Americano de Corridas de Rua. Justino Pedro da Silva e Mirela Saturnino, apesar de um ano intenso de competições, prometem dar o máximo para buscar um bom resultado na corrida que consideram











