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Gabigol no Santos: uma análise dos seus números no Peixe, Flamengo e

A iminente terceira passagem de Gabriel Barbosa, popularmente conhecido como Gabigol, pelo Santos Futebol Clube para a temporada de 2026 marca um novo e intrigante capítulo na carreira do atacante. Após um período de desafios no Cruzeiro, o jogador busca reencontrar o protagonismo no clube onde se formou e despontou para o cenário nacional. A expectativa de atuar ao lado de Neymar, com quem já compartilha uma história na Seleção Brasileira, adiciona um tempero especial a este retorno. Esta mudança oferece uma oportunidade de analisar e comparar o desempenho de Gabigol nas principais equipes brasileiras que defendeu, revelando as fases distintas de sua jornada no futebol. Desde o promissor “Menino da Vila” até o ídolo rubro-negro, e os obstáculos enfrentados em Minas Gerais, cada etapa moldou o perfil do camisa 10.

A trajetória de Gabriel Barbosa no santos

Os múltiplos capítulos no clube da vila

A história de Gabigol com o Santos é uma narrativa de formação, promessa e reencontro. Revelado nas categorias de base do clube, o atacante fez sua estreia profissional em 2013, rapidamente ganhando destaque como um dos “Meninos da Vila”. Sua primeira passagem, entre 2013 e 2016, foi marcada por atuações consistentes e um faro de gol apurado, que o credenciou a uma transferência para o futebol europeu. Neste período inicial, Gabigol disputou um total de 206 jogos pelo Peixe, balançando as redes em 83 oportunidades e contribuindo com 13 assistências. Sua média de 0,40 gols por partida demonstrava a eficácia de um jovem atacante com grande potencial. Em 2016, ele foi vendido para a Inter de Milão em uma transação avaliada em cerca de R$ 99 milhões (aproximadamente 27 milhões de euros), consolidando-o como uma das grandes promessas do futebol brasileiro.

Contudo, a adaptação ao futebol europeu não foi como esperado. No gigante italiano, Gabigol teve pouquíssimas oportunidades, participando de apenas dez jogos. Na sequência, foi emprestado ao Benfica, em Portugal, onde a situação não se alterou significativamente, com o atacante atuando em somente cinco partidas. Diante do insucesso no velho continente, o retorno ao Brasil tornou-se inevitável, e o Santos abriu novamente suas portas para o jogador em 2018. Nesta segunda passagem pelo Alvinegro Praiano, Gabigol reencontrou sua melhor forma, disputando 52 jogos, marcando 27 gols e fornecendo duas assistências em uma temporada crucial para sua carreira. Essa fase foi fundamental para ele recuperar a confiança e o status de artilheiro, preparando o terreno para o que viria a ser o período mais glorioso de sua trajetória.

O auge e o legado no flamengo

Gols históricos e conquistas marcantes

O ano de 2019 marcou o início da fase mais vitoriosa e de maior destaque na carreira de Gabigol. Chegando ao Flamengo por empréstimo da Inter de Milão, o atacante rapidamente se transformou em peça fundamental da equipe. Seu impacto foi tamanho que, após uma temporada histórica, o clube carioca decidiu adquiri-lo em definitivo por 18 milhões de euros (cerca de R$ 83,5 milhões na época). No Flamengo, Gabigol construiu um legado que o consolidou como um dos maiores ídolos da história rubro-negra.

Entre 2019 e 2024, Gabriel Barbosa disputou 306 jogos com a camisa do Flamengo, anotando impressionantes 161 gols e distribuindo 44 assistências. Sua média de 0,53 gols por jogo é a mais alta de sua carreira em clubes brasileiros, refletindo sua capacidade de decisão em momentos cruciais. Ele foi o protagonista em campanhas memoráveis, liderando o time às conquistas da Copa Libertadores da América em 2019 e 2022, e dos Campeonatos Brasileiros de 2019 e 2020. Seus gols em finais, sua personalidade forte e a identificação com a torcida transformaram-no em uma figura lendária, sempre associada aos anos de ouro do clube. A habilidade de aparecer em jogos decisivos, a comemoração icônica e a liderança em campo fizeram dele um símbolo de uma era de sucesso sem precedentes para o Flamengo.

O desafio no cruzeiro e a busca por um novo começo

Expectativas não correspondidas em minas gerais

A passagem de Gabigol pelo Cruzeiro em 2025 representou um novo desafio, mas também um período de dificuldades e expectativas não correspondidas. Contratado com status de estrela e recebendo um salário superior a R$ 2 milhões mensais, o atacante chegou à Raposa com a missão de ser o principal nome do elenco. No entanto, sua performance esteve aquém do esperado, e o jogador não conseguiu replicar o brilho de seus melhores momentos.

Em 49 jogos disputados pelo clube mineiro, Gabigol marcou 13 gols e contribuiu com 4 assistências, resultando em uma média de 0,27 gols por partida. Esta é a média mais baixa de sua carreira em clubes brasileiros, indicando uma dificuldade em se adaptar ou em encontrar o ritmo ideal. Apesar de ter participado da conquista do Campeonato Mineiro no início do ano, ele passou grande parte da temporada no banco de reservas sob o comando do técnico Leonardo Jardim. A situação se complicou ainda mais com a chegada de Tite, novo técnico da Raposa, com quem Gabigol já havia tido um desafeto declarado, o que diminuiu ainda mais suas perspectivas na equipe. Um dos episódios mais marcantes de sua passagem foi a perda do último pênalti na semifinal da Copa do Brasil contra o Corinthians, um erro que custou a classificação do Cruzeiro e intensificou as críticas. Com poucos jogos como titular e menor participação nas criações ofensivas do time, a saída de Minas Gerais se tornou um caminho natural em busca de um novo recomeço.

O possível retorno e as perspectivas futuras

A decisão de Gabigol de retornar ao Santos em 2026, após uma temporada desafiadora no Cruzeiro, reflete um desejo claro de reencontrar sua melhor forma e o protagonismo que marcou sua carreira. O ambiente familiar do Peixe, onde é um ídolo e “Menino da Vila”, surge como o palco ideal para essa reabilitação. A perspectiva de atuar ao lado de Neymar, um companheiro de longa data na Seleção Brasileira, adiciona um elemento excitante a este novo capítulo. Os dois jogadores já compartilharam o campo em 11 partidas pela seleção, com Gabigol marcando dois gols, ambos com assistências de Neymar, demonstrando uma sintonia que pode ser crucial para o sucesso da dupla no Santos.

Este retorno não é apenas uma busca por gols e assistências, mas também por um resgate da identidade e da alegria de jogar. A trajetória de Gabriel Barbosa é um exemplo de altos e baixos, de glória e superação de obstáculos. O Santos, neste contexto, representa mais do que um clube; é um lar onde ele pode reescrever sua história e, quem sabe, levar o Alvinegro Praiano a novas conquistas, consolidando ainda mais seu lugar entre os grandes nomes do futebol nacional.

Perguntas frequentes sobre Gabigol

P1: Qual foi o período de maior sucesso de Gabigol na carreira?
R1: O período de maior sucesso de Gabigol foi no Flamengo, entre 2019 e 2024. Neste intervalo, ele se consolidou como um dos maiores artilheiros da história do clube, com 161 gols em 306 jogos (média de 0,53 gols por partida), e foi peça chave nas conquistas de duas Copas Libertadores (2019, 2022) e dois Campeonatos Brasileiros (2019, 2020), além de outros títulos. Sua performance decisiva e seu carisma o elevaram ao status de ídolo rubro-negro.

P2: Quantos gols Gabigol marcou em suas passagens pelo Santos?
R2: Em suas duas passagens anteriores pelo Santos (2013-2016 e 2018), Gabigol marcou um total de 83 gols em 206 jogos. Na primeira fase, de 2013 a 2016, ele já se destacava como um jovem promissor. Em seu retorno em 2018, ele reencontrou a boa forma, balançando as redes 27 vezes em 52 partidas, o que o ajudou a impulsionar sua carreira para o Flamengo.

P3: Qual o motivo do possível retorno de Gabigol ao Santos?
R3: O possível retorno de Gabigol ao Santos é motivado por diversos fatores. Após uma passagem desafiadora pelo Cruzeiro, onde teve pouco espaço, foi reserva em boa parte da temporada e enfrentou desavenças com a nova comissão técnica, o jogador busca um ambiente onde possa reencontrar o protagonismo. O Santos, seu clube de coração e formador, oferece essa oportunidade, além da perspectiva de atuar ao lado de Neymar, com quem ele tem um histórico de boa parceria e a expectativa de retomar sua melhor performance.

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Fonte: https://esporte.ig.com.br

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