Incêndio Fatal em Crans-Montana
Um grave incêndio deflagrou durante as celebrações de Ano Novo no bar Le Constellation, na estância de esqui suíça de Crans-Montana. O fogo, que rapidamente se alastrou, resultou na morte de aproximadamente 40 pessoas. As investigações preliminares das autoridades suíças apontam para os foguetes, que estavam fixados em garrafas de champanhe, como a causa mais provável da tragédia.
Foguetes em Garrafas: Um Risco Global Conhecido
Imagens que circularam nas redes sociais mostram a situação caótica no momento do incêndio, com vários foguetes acesos em meio à multidão, enquanto as chamas consumiam o teto revestido de espuma acústica. Esse tipo de artifício pirotécnico já foi associado a outros incêndios fatais em diferentes partes do mundo, evidenciando um risco recorrente.
Ecos de Tragédias Passadas
O incidente na Suíça evoca memórias de desastres anteriores. Em 1º de janeiro de 2001, um café na Holanda foi palco de uma tragédia semelhante, onde dez jovens perderam a vida após foguetes incendiarem a decoração inflamável do local. Mais recentemente, em 2003, um show de pirotecnia em uma boate em Rhode Island, nos Estados Unidos, causou um incêndio que matou 100 pessoas. O ex-comissário de polícia de Boston, Ed Davis, destacou que a rápida propagação do fogo em tais eventos é frequentemente agravada por materiais isolantes e de absorção acústica no teto, dificultando a evacuação e aumentando o número de vítimas por inalação de fumaça.
A Preocupação com Pirotecnia em Locais Fechados
Incêndios em casas noturnas decorrentes de exibições pirotécnicas são uma preocupação global. Apenas alguns meses antes do ocorrido na Suíça, um incêndio devastador em uma boate na Macedônia do Norte, também iniciado por fogos de artifício, ceifou a vida de pelo menos 63 pessoas e deixou mais de 150 feridos. Em solidariedade às vítimas suíças, as famílias dos falecidos na Macedônia expressaram apoio, ressaltando a importância da humanidade e do auxílio mútuo. O histórico de incidentes graves inclui ainda incêndios em boates no Brasil (mais de 230 mortos em 2013), Argentina (194 vítimas) e Rússia (mais de 150 mortos em 2009), reforçando a necessidade urgente de maior rigor na segurança de eventos que utilizam fogos de artifício.









