A primeira semana do shakedown da Fórmula 1 para a temporada de 2026 já oferece um panorama importante sobre quem iniciou bem — ou mal — a jornada rumo às novas regras. Contrariando a intuição comum, o foco principal não foram os tempos de volta, mas sim a confiabilidade e a capacidade de rodar sem problemas.
Com os carros de 2026 fazendo suas primeiras aparições na pista, mesmo sem cronometragem oficial divulgada, as conclusões mais valiosas giram em torno da durabilidade das unidades de potência e da estabilidade dos projetos iniciais das equipes. Este período de testes é crucial, pois marca a adaptação a um regulamento completamente renovado, que introduz cinco fabricantes de motores: Mercedes, Ferrari, Red Bull–Ford, Audi e Honda.
Dez das onze equipes do grid estiveram em Barcelona para esta atividade inicial, com a Williams sendo a única ausência. A Aston Martin, por sua vez, participou de apenas dois dos três dias disponíveis. O objetivo primordial nesta fase era simples: acumular o máximo de voltas possível. Quanto mais um motor, uma equipe ou um piloto conseguisse completar, mais robusto e promissor era o sinal do projeto em desenvolvimento.
É importante ressaltar que os números apresentados a seguir não são oficiais e podem ter pequenas variações, uma vez que a FIA não divulga esses dados publicamente e as equipes mantêm sigilo sobre os detalhes de seus programas de testes.
Voltas por Motor: Quem Largou na Frente na Confiabilidade?
No quesito de quilometragem total, a Mercedes demonstrou uma clara liderança. A unidade de potência alemã, utilizada por quatro equipes, somou impressionantes 1.128 voltas. Esse número robusto indica um bom começo para o fabricante.
Na sequência, a Ferrari registrou 992 voltas, mostrando também uma boa base de confiabilidade. A Red Bull–Ford, uma das novas parcerias, acumulou 621 voltas, um desempenho razoável para a fase inicial.
Os dados mais preocupantes vieram dos estreantes e retornantes. A Audi conseguiu completar apenas 239 voltas, enquanto a Honda teve o pior desempenho do shakedown, com somente 66 voltas registradas. Estes números podem indicar desafios significativos a serem superados antes da temporada.
Desempenho por Equipe: As Mais Produtivas na Pista
Analisando a quilometragem por equipe, o ranking reflete quem conseguiu otimizar melhor os dias de pista. As três equipes que mais rodaram foram Mercedes, Ferrari e Haas, indicando que seus pacotes iniciais foram mais resilientes.
Em seguida, aparecem Alpine, Racing Bulls, Red Bull, McLaren, Audi, Cadillac e Aston Martin. A última, como mencionado, teve seu total de voltas impactado por não participar de todos os dias de testes disponíveis.
Pilotos em Ação: Os Que Mais Rodaram no Shakedown
Entre os pilotos, a lista dos que mais completaram voltas durante o shakedown é uma mistura interessante de experiência e juventude:
- George Russell
- Esteban Ocon
- Kimi Antonelli
- Pierre Gasly
- Charles Leclerc
- Lewis Hamilton
- Arvid Lindblad
- Isack Hadjar
- Lando Norris
- Liam Lawson
A presença de nomes experientes ao lado de jovens talentos reforça que, neste estágio inicial, a prioridade máxima não era a performance ou a busca por tempos rápidos, mas sim a coleta de dados, o entendimento do comportamento dos carros de 2026 e a validação da confiabilidade dos novos componentes.





