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Palmeiras Rompe Patrocínio com Fictor: Entenda a Recuperação Judicial

Palmeiras rompe patrocínio com fictor: entenda a recuperação judicial

A Rescisão Contratual entre Palmeiras e Fictor

Detalhes do Patrocínio e os Valores Devidos ao Clube

O Pedido de Recuperação Judicial do Grupo Fictor

Outras Dívidas e o Cenário Financeiro da Fictor

A Estratégia da Fictor para Reestruturação das Dívidas

O Palmeiras rescindiu o contrato de patrocínio que mantinha com o Grupo Fictor, após a empresa solicitar recuperação judicial junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e registrar inadimplência contratual. A decisão do clube paulista foi motivada pelo não pagamento de R$ 2,6 milhões em parcelas de patrocínio e bonificações por resultados esportivos, cujos pagamentos estavam previstos para janeiro. O Palmeiras estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos.

O acordo de patrocínio, com duração de três anos, previa um investimento anual de R$ 25 milhões, podendo chegar a R$ 30 milhões mediante o cumprimento de metas. A marca Fictor seria exibida nas costas do time principal (masculino e feminino) e nas propriedades máster e costas dos uniformes das categorias de base, além de envolver os naming rights da Copa Fictor, um torneio sub-17 organizado pelo clube.

A Estratégia da Fictor para Reestruturação das Dívidas

O Grupo Fictor, com dívidas que somam R$ 4,2 bilhões, protocolou pedido de proteção contra credores para a Fictor Holding e a Fictor Invest. A solicitação visa suspender e bloquear dívidas por um prazo de 180 dias, buscando um ambiente de negociação estruturada. Recentemente, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do TJ-SP, havia determinado o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões da Fictor.

A estratégia da empresa é quitar todas as dívidas sem deságio, ou seja, sem negociar abatimento nos valores, focando apenas na renegociação dos prazos de recebimento. Segundo comunicado do grupo, essa medida busca "criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável".

Além do Palmeiras, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é outro credor, com uma dívida de R$ 500 mil referente a investimentos previstos de R$ 21 milhões até março de 2029. As demais subsidiárias do Grupo Fictor não foram incluídas no pedido de recuperação judicial e devem continuar suas operações normalmente.

Fonte: https://jovempan.com.br

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