Em um relato surpreendente, o pai de Neymar Jr. trouxe à tona os momentos de profunda crise emocional vivenciados pelo atacante após sofrer uma lesão no menisco do joelho esquerdo no final de novembro do ano passado. A revelação chocante indica que o craque brasileiro chegou a cogitar seriamente a possibilidade de interromper sua carreira no futebol. O episódio, marcado por um diagnóstico divulgado publicamente antes mesmo que o atleta tivesse plena consciência da extensão do problema, teve um impacto devastador em seu estado psicológico, levando-o a um ponto de exaustão e desmotivação. A pressão externa e a rapidez com que a notícia se espalhou agravaram a situação, demandando uma intervenção decisiva por parte de seu pai para que o jogador reconsiderasse seu futuro no esporte.
O abalo emocional e o diagnóstico precoce
A lesão no menisco do joelho esquerdo, sofrida por Neymar Jr. no fim de novembro do ano anterior, desencadeou uma crise que o levou a considerar a aposentadoria. Segundo o pai do atacante, o episódio não apenas causou dor física, mas, principalmente, um profundo abalo emocional, potencializado pela divulgação precoce e massiva do diagnóstico pela imprensa. Essa antecipação da informação, ocorrida antes mesmo de o próprio atleta ter acesso completo e digerido o problema, foi um fator crucial para agravar seu quadro psicológico. A experiência foi descrita como devastadora, fazendo com que a “cabeça dele fosse a zero” e o mergulhasse em um estado de desânimo extremo. O pai de Neymar enfatizou o desafio constante de gerenciar a intensidade do filho dentro de campo.
A dificuldade de controlar o atleta em campo
O pai de Neymar detalhou a dificuldade inerente em controlar a paixão e a competitividade do filho durante os jogos e treinos. “Estávamos medindo o Neymar toda hora, toda hora tentávamos tirar ele. Mas ele é um cara que dentro de campo não se poupa. Você não consegue fazer ele se poupar. Daqui a pouco ele está lá atrás, pedindo bola toda hora, é um cara competitivo ao extremo. Como você controla isso? Deixando ele fora de campo, é a única forma”, explicou. Essa natureza aguerrida, que o impulsiona a sempre buscar a bola e se entregar ao máximo, tornou inviável a ideia de ele se poupar ou frear seu ímpeto competitivo para preservar-se. A única solução para proteger o atleta, segundo o pai, era afastá-lo temporariamente das atividades, uma medida drástica, mas necessária diante da gravidade da situação. A divulgação da lesão, que antecedeu qualquer conversa interna com o jogador, foi particularmente prejudicial, pois as especulações e os comentários públicos, como “Neymar não joga mais esse ano”, impactaram diretamente sua moral.
O desabafo e a intervenção paterna
Diante do cenário desolador, o pai de Neymar buscou o filho para uma conversa franca e decisiva. Ao chegar à casa do atleta, a reação de Neymar revelou a profundidade de seu sofrimento: “Não aguento mais, cara. Vamos operar. Pai… nem sei se vale a pena operar. Por mim, já deu”. Essas palavras, carregadas de desilusão, indicavam uma forte inclinação à interrupção da carreira. A resposta do pai foi imediata e estratégica. Em vez de simplesmente contradizê-lo, ele questionou a lógica por trás da desistência: “Já deu, cara? Então pra que operar? Ah, opera isso aí, a gente para e ano que vem a gente pensa o que vai fazer”. A intenção era, primeiramente, validar o sentimento do filho e, em seguida, conduzi-lo a refletir sobre as implicações de sua decisão.
A virada no jogo e a recuperação
A conversa evoluiu para um apelo emocionado do pai, que buscou resgatar a paixão de Neymar pelo futebol e sua resiliência. “Eu falei: ‘Cara, o que você quer fazer?’ Comecei a conversar com ele, falar com ele algumas coisas: ‘Sabe o que é? Tem uma narrativa aí. Uns caras aí que são muito barulhentos, muito pouca gente, mas são barulhentos pra chuchu, e que querem fazer você desistir. Se a gente desistir… Falta muito pouco, cara. São seis meses. Depois de junho, julho, não sei se vamos ganhar ou não. Cara, eu largo com você. Aí eu acho que cumprimos a nossa missão, se for campeão ou não, mas pelo menos você vai ter que estar nisso aí. Você não pode aceitar o que esses barulhentos estão fazendo. Você não pode ouvir o que está de fora'”, relembrou o pai. Essa argumentação focou em descreditar as vozes negativas e reforçar o propósito do jogador.
Após horas de diálogo, Neymar pediu um tempo para refletir: “Deixa eu ver como eu vou acordar amanhã”. A manhã seguinte trouxe um sinal de esperança: “Vou treinar. Vou ver se eu aguento”. Apesar de sentir alguma dor, ele conseguiu treinar, chutando com ambas as pernas, demonstrando sua paixão inabalável. O pai o aconselhou a focar apenas em correr e se movimentar.
A resposta definitiva veio no jogo contra o Sport, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Neymar marcou o primeiro gol da vitória por 3 a 0 na Vila Belmiro. O momento do gol, um olhar trocado entre pai e filho, selou a decisão: “Agora, eu vou até o final nesses três jogos aí”. A lesão, que era apenas um rompimento do menisco e não envolvia o ligamento cruzado anterior (LCA), permitia a continuidade com os devidos cuidados. Na véspera do Ano Novo, Neymar renovou contrato com o Santos até o fim de dezembro e, posteriormente, passou por cirurgia no menisco em 22 de dezembro, iniciando um processo de recuperação com fisioterapia em sua casa em Mangaratiba, Rio de Janeiro.
Conclusão
A profunda crise emocional vivida por Neymar Jr. após sua lesão no menisco, agravada pela divulgação precoce do diagnóstico, revela a enorme pressão enfrentada por atletas de alto rendimento. A cogitação de aposentadoria por parte de um dos maiores talentos do futebol mundial é um lembrete vívido da fragilidade psicológica que pode acompanhar as adversidades físicas. A intervenção decisiva e sensível de seu pai, que soube direcionar o desabafo do filho e reavivar sua paixão pelo esporte, foi fundamental para que o jogador superasse o momento mais difícil de sua carreira recente. O gol marcado contra o Sport não foi apenas um tento, mas um símbolo de superação e resiliência, marcando a virada em uma jornada que quase foi interrompida. Atualmente, Neymar segue em recuperação, focado em seu retorno aos gramados, mostrando que a perseverança e o apoio familiar são pilares essenciais para superar desafios.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual foi a lesão que levou Neymar a considerar a aposentadoria?
Neymar sofreu uma lesão no menisco do joelho esquerdo, ocorrida no final de novembro do ano passado, que o levou a um profundo abalo emocional e à cogitação de encerrar a carreira.
2. Qual foi o principal fator que agravou o estado emocional de Neymar, segundo seu pai?
O principal fator foi a divulgação precoce do diagnóstico da lesão pela imprensa, antes mesmo que o próprio atleta tivesse pleno conhecimento e pudesse processar a informação, o que potencializou seu desânimo e a pressão externa.
3. Como o pai de Neymar o convenceu a não desistir da carreira?
Através de uma longa e sincera conversa, o pai de Neymar o ouviu, questionou sua decisão e o incentivou a não se deixar influenciar por “vozes barulhentas” externas, reforçando sua paixão pelo futebol e o lembrando do pouco que faltava para cumprir sua missão.
4. Qual foi o momento decisivo para Neymar após a conversa com o pai?
O momento decisivo foi quando ele marcou o primeiro gol na vitória do Santos por 3 a 0 contra o Sport. O olhar trocado com o pai após o gol solidificou sua decisão de continuar e lutar até o fim da temporada.
Acompanhe os próximos capítulos da carreira de Neymar e sua jornada de recuperação, torcendo por seu retorno triunfal aos gramados.
Fonte: https://jovempan.com.br





