O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, concedeu uma entrevista reveladora ao jornal esportivo espanhol As, na qual expôs as grandiosas ambições do clube carioca. Publicada nesta quinta-feira (12), a reportagem destaca a visão de Bap para o futuro rubro-negro: “O Flamengo quer ser o Real Madrid da América”, afirmou, ressaltando a busca por hegemonia no continente.
A inspiração europeia e a ambição continental
Para alcançar tal patamar, o dirigente rubro-negro revelou que o Flamengo se espelha nos maiores clubes do futebol mundial. “O Flamengo observa o que fazem Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Bayern de Munique, Manchester City, PSG… O Flamengo pensa grande”, completou Bap, indicando uma estratégia de gestão e desenvolvimento inspirada nos gigantes europeus para solidificar a posição do clube como uma potência.
O cenário financeiro do futebol brasileiro e as SAFs
Bap também abordou o delicado momento financeiro do futebol brasileiro e o surgimento das SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol). O mandatário pregou responsabilidade e cautela, posicionando o Flamengo como um exemplo de gestão. “O Flamengo está hoje no Brasil por acaso. Porque o Flamengo é uma ilha no Brasil. Nosso sucesso não é porque o Flamengo seja maior. É porque o Flamengo está melhor gerido”, declarou, enfatizando a importância de uma administração profissional para elevar o nível do esporte no país.
Críticas à irresponsabilidade e o Fair Play Financeiro
Em um de seus pontos mais contundentes, Bap criticou veementemente a falta de Fair Play Financeiro e a irresponsabilidade de outros clubes. Ele ilustrou a situação com um cenário hipotético alarmante: “Se eu também deixar de pagar minhas obrigações, ganharei tudo no Brasil e no continente! Imagina: se eu pegar o dinheiro que pago em impostos, transferências, salários, comissões e não pagar, o que vou fazer com esse dinheiro? Trarei Lucas Paquetá, Vini Jr, Messi. Não pago nada a ninguém, monto um time sensacional e ganho tudo. É um absurdo”, disparou. O presidente defendeu que a base para a competição leal é o cumprimento das obrigações financeiras.
Cautela nos investimentos e a ‘saga Paquetá’
A repercussão sobre uma possível contratação de Lucas Paquetá, então no West Ham, também foi pauta da entrevista. Bap detalhou a capacidade do Flamengo, mas ressaltou a prudência nos investimentos. “Posso contratar mais de um Paquetá? Sim, posso. Vou fazer? Não, porque não estou seguro de que com um Paquetá não posso ganhar tudo. Não tem sentido contratar 3 Paquetá. Se trago 3 Paquetá e ganho tudo, nunca saberei se teria ganhado tudo com um ou dois. Isso é um processo. Nunca vai investir tudo em um negócio, porque se algo sai mal, você se arruína”, explicou, mostrando uma abordagem estratégica e calculada na alocação de recursos para evitar riscos desnecessários.





