O São Paulo está a um passo de oficializar a contratação do meio-campista Cauly, de 30 anos, que se destacou nas últimas quatro temporadas pelo Bahia. A negociação, um empréstimo com opção de compra, não é apenas mais um movimento no mercado da bola, mas um elo curioso com o passado tricolor. Há exatos 37 anos, o clube paulista também anunciava um jogador que havia brilhado intensamente no Bahia: o artilheiro Bobô, ídolo de uma geração.
O Precedente Histórico: Bobô em 1989
A chegada de Bobô ao Morumbi em 1989 marcou uma era. Aos 27 anos, o craque baiano desembarcava no São Paulo após ser campeão brasileiro com o Bahia no ano anterior. Sua passagem, que durou duas temporadas, foi coroada com o título paulista em seu ano de estreia e a cobiçada Bola de Prata. Bobô, que posteriormente retornaria ao Bahia para encerrar a carreira e consolidar sua idolatria, estabeleceu um alto padrão de sucesso para jogadores oriundos do Tricolor de Aço que vestem a camisa são-paulina.
As Semelhanças Notáveis entre Ídolos
As coincidências entre Cauly e Bobô vão além da ponte aérea Salvador-São Paulo. Ambos nasceram na Bahia – Bobô em Senhor do Bonfim e Cauly em Porto Seguro. No Bahia, a idolatria por ambos é palpável, e as comparações entre os dois jogadores são antigas. Cauly, assim como Bobô, vestiu a camisa 8 do Tricolor de Aço, um número de grande peso e simbologia no clube, muitas vezes considerado mais especial que a tradicional camisa 10. Cauly conquistou a torcida baiana ao ser o protagonista na campanha que evitou o rebaixamento em 2023, mantendo-se como xodó mesmo com a reformulação do elenco pelo Grupo City.
A Expectativa para Cauly no Morumbi
Apesar de ter perdido espaço na equipe de Rogério Ceni na última temporada, a expectativa no São Paulo é que Cauly possa reencontrar o alto nível de futebol que o consagrou em Salvador e gerou as inevitáveis comparações com Bobô. Aos 30 anos, Cauly chega ao Morumbi com a responsabilidade de honrar não apenas a camisa tricolor, mas também o peso de uma história que, de forma surpreendente, parece se repetir 37 anos depois, com a esperança de que o novo “baiano” também deixe sua marca no coração da torcida paulista.





