O atacante Pablo, aos 33 anos, está de casa nova no futebol brasileiro. O jogador, que marcou a história do São Paulo como sua contratação mais cara, foi anunciado como reforço do Operário-PR para a disputa da Série B. O clube paranaense aposta na experiência do centroavante para buscar o acesso à elite do futebol nacional em 2026.
O recomeço em Ponta Grossa
Nas redes sociais, o Operário-PR celebrou a chegada do novo atleta, destacando seu currículo vitorioso. “Multicampeão e artilheiro da Sul-Americana, Pablo assina com o Fantasma. Experiente e com trajetória consolidada no futebol brasileiro, o centroavante chega para fortalecer o setor ofensivo e agregar qualidade do elenco alvinegro”, publicou o clube de Ponta Grossa. O comunicado ressaltou as passagens de Pablo por equipes como São Paulo, Athletico Paranaense e Real Madrid, além de seus títulos, incluindo a Copa Sul-americana (2018), Campeonato Paulista (2021) e o tricampeonato Paranaense (2016, 2023 e 2024), e o Campeonato Pernambucano.
A marca histórica no São Paulo
Apesar de sua vasta experiência, Pablo é lembrado no São Paulo por um feito financeiro. Em 2019, o Tricolor Paulista desembolsou R$ 26 milhões para tirá-lo do Athletico-PR, tornando-o a contratação mais cara da história do clube do Morumbi. Esse valor permanece como o maior investimento do São Paulo em um jogador até os dias atuais.
Expectativa e desempenho abaixo do esperado
No entanto, a alta expectativa em torno de Pablo não se traduziu em campo. O atacante não conseguiu render o esperado com a camisa são-paulina, tornando-se alvo de críticas da torcida. Após três temporadas no clube, ele deixou o Morumbi em 2021, sem ter justificado o grande investimento.
O contraste nos investimentos do futebol brasileiro
O valor pago por Pablo ao São Paulo também serve de contraponto para o cenário atual do mercado de transferências no Brasil. Comparativamente, rivais como Flamengo e Palmeiras têm realizado investimentos significativamente maiores. A contratação de Lucas Paquetá pelo Flamengo, por exemplo, foi dez vezes maior, enquanto o Palmeiras gastou cerca de 50 milhões de euros em menos de um ano para adquirir Vitor Roque e John Arias. Essa disparidade evidencia o abismo financeiro entre clubes de diferentes portes e a crescente inflação no preço dos atletas de ponta no futebol nacional.





