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Kompany e Guardiola Defendem Vini Jr. em Caso de Racismo,

Kompany e guardiola defendem vini jr. Em caso de racismo,

O recente episódio de racismo envolvendo o atacante Vini Jr., do Real Madrid, durante um jogo da Liga dos Campeões contra o Benfica, continua a repercutir intensamente no mundo do futebol. O caso, que dominou os debates esportivos, agora mobiliza treinadores de renome global, que se posicionam de formas distintas sobre o tema, gerando novas discussões.

Kompany defende Vini Jr. e ataca José Mourinho

Vincent Kompany, treinador do Bayern de Munique, foi um dos primeiros a se manifestar em defesa de Vini Jr. Nesta sexta-feira (20), o belga não apenas repudiou o racismo, mas também criticou duramente as declarações de José Mourinho, técnico do Benfica, que após o jogo desmereceu a reação de Vini Jr. e utilizou o nome de Eusébio, ídolo do clube, em sua argumentação.

“Quando você analisa a jogada e como o Vini reagiu, essa reação não pode ser fingida. Dá para ver que foi uma reação emocional. Não vejo nenhum benefício para ele em ir até o árbitro e assumir toda a culpa. Naquele momento, ele achou que era a coisa certa a fazer”, disse Kompany. Ele prosseguiu, atacando Mourinho: “Para mim, o que aconteceu depois é ainda pior. José Mourinho basicamente atacou o caráter de Vini ao mencionar o tipo de comemoração dele para desmerecer o que ele estava fazendo naquele momento. Foi um erro enorme em termos de liderança. Ele disse que o Benfica não pode ser racista porque o seu maior jogador de todos os tempos foi Eusébio. Ele sabe o que os jogadores negros tiveram que passar na década de 1960? Ele estava lá viajando com Eusébio para todos os jogos fora de casa para ver o que ele sofreu? Usar o nome dele hoje para discutir com o Vini?”

Guardiola: Racismo é problema da sociedade, a solução está nas escolas

Pep Guardiola, um dos técnicos mais influentes do futebol mundial, também abordou o assunto, mas com uma perspectiva mais ampla. O espanhol fez uma reflexão sobre o racismo como um problema enraizado na sociedade, defendendo que o combate deve começar nas escolas e na educação.

“Não é o lugar onde nasceu ou a cor da pele que faz de nós melhores. Ainda há muito trabalho a ser feito. É um problema da sociedade, não apenas do futebol. O racismo existe em todos os lugares. O racismo não é uma questão do tom da pele, é sobre comportamentos. As escolas são os lugares ideais para mudar comportamentos. Paguem mais aos professores. É assim que se resolve. É aí que vamos resolver o problema. Nas escolas, não no futebol. Professores e médicos são as pessoas mais importantes da sociedade, não um técnico de futebol”, comentou Guardiola.

Luis Enrique e Filipe Luís: A neutralidade que gerou debate

Em contraste com as posturas firmes de Kompany e Guardiola, outros treinadores optaram por uma abordagem mais neutra ou evasiva, gerando questionamentos. Luis Enrique, técnico do Paris Saint-Germain, foi questionado sobre o tema em sua coletiva de imprensa, mas preferiu não se aprofundar.

“O que tenho a dizer sobre esse tema… Não é nada importante”, disse o comandante do time francês.

No Brasil, Filipe Luís, atual treinador do Flamengo, também gerou polêmica ao adotar uma postura neutra. O ex-jogador evitou condenar a atitude do meia argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, apontado como o agressor de Vini Jr., mesmo diante das fortes manifestações de apoio ao brasileiro de figuras como Mbappé, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Ministério do Esporte. A diversidade de reações dos técnicos globais sublinha a complexidade e a urgência do debate sobre o racismo no esporte e na sociedade.

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