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Vini Jr.: A Trajetória Épica do Time B do Flamengo

Vini jr. : a trajetória épica do time b do flamengo

Desde sua chegada à Espanha, o atacante brasileiro Vinicius Júnior gerou intensas discussões sobre seu futuro e sucesso no Real Madrid. Anos depois, Vini Jr. superou preconceitos e críticas para alcançar o posto de ídolo merengue, tornando-se um dos principais protagonistas do clube após a saída de Cristiano Ronaldo.

A Chegada ao Real Madrid: Do Flamengo ao Castilla

A trajetória de Vini Jr. no Real Madrid começou de forma meteórica. Uma semana após estrear pelo time profissional do Flamengo, em maio de 2017, e com apenas 16 anos, o jovem foi vendido ao Real Madrid por 45 milhões de euros (R$ 164 milhões na cotação da época). Devido à regulamentação de idade para transferências, ele só pôde se juntar aos gigantes espanhóis em julho do ano seguinte, ao completar 18 anos. Durante sua curta passagem pelo Rubro-Negro, Vini acumulou 14 gols e cinco assistências em 69 partidas, sem conquistar títulos profissionais.

Em 20 de julho de 2018, Vini Jr. foi oficialmente apresentado no Santiago Bernabéu, ao lado de Ronaldo Fenômeno. Apesar de sua ambição de buscar espaço no time principal, o planejamento inicial o levou ao Real Madrid Castilla, a equipe B do clube. Sua passagem pela terceira divisão espanhola foi breve e impactante, com três gols em quatro jogos, incluindo dois em um clássico contra o Atlético de Madrid B. O bom desempenho o fez estrear no time profissional em setembro do mesmo ano. Suas primeiras participações em gols vieram na Copa do Rei, contra o UD Melilla, com duas assistências. Na mesma semana, marcou seu primeiro gol decisivo pelo Real Madrid contra o Valladolid, consolidando-se como titular na segunda metade da temporada sob o comando de Santiago Solari, antes de uma grave lesão no tornozelo direito o afastar dos gramados.

Desafios e Consolidação: De Zidane a Ancelotti

O retorno de Zinedine Zidane ao comando do Real Madrid, ao final da temporada 2018/19, representou um período de adaptação e menor protagonismo para Vini Jr. Titular com Solari, o brasileiro passou a ser preterido por nomes como Gareth Bale e Eden Hazard, que já apresentavam declínio físico e técnico. A fase coletiva do clube também não foi das melhores, com o Real Madrid sem grandes conquistas expressivas, culminando na saída de Zidane em maio de 2021.

A temporada 2020/21 foi marcada por uma polêmica envolvendo Vini Jr. e o experiente Karim Benzema. Durante o intervalo de uma partida da Champions League contra o Borussia Mönchengladbach, câmeras flagraram Benzema pedindo ao lateral Ferland Mendy para não tocar a bola para o brasileiro, afirmando que ele “joga contra nós”. Vini Jr. minimizou o ocorrido, classificando-o como um “ruído” e ressaltando os códigos internos entre os profissionais do futebol.

A verdadeira reviravolta na carreira de Vini Jr. veio com a chegada de Carlo Ancelotti ao comando técnico do Real Madrid. Sob a tutela do treinador italiano, Vini rapidamente se tornou titular indiscutível na ponta esquerda. A parceria gerou frutos imediatos, com as conquistas da Liga dos Campeões da Europa e do Campeonato Espanhol. Vini foi crucial para a glória continental, marcando o gol do título contra o Liverpool na final. Apesar de uma temporada coletiva abaixo da média em 2022/23, o brasileiro manteve bons números e se consolidou como peça-chave, o que o levou a assumir a lendária camisa 7 merengue, utilizada por ícones como Cristiano Ronaldo e Raúl.

Protagonista Absoluto e a Polêmica da Bola de Ouro

A temporada 2023/24 marcou a entrada definitiva de Vinicius Júnior na lista dos grandes jogadores da atualidade e dos principais protagonistas do Real Madrid na era pós-Cristiano Ronaldo. Com a saída de Karim Benzema para a Arábia Saudita, o brasileiro precisou assumir o papel de principal referência do ataque merengue. Apesar de ter sofrido com problemas físicos e visto Jude Bellingham brilhar na primeira metade da temporada, Vini cresceu nos momentos decisivos da Champions League, marcando em todas as etapas, incluindo o gol que selou o 15º título europeu, diante do Borussia Dortmund na final.

Com 26 gols e 10 assistências em 46 partidas, Vinicius Júnior surgiu como um dos favoritos à conquista da Bola de Ouro, ao lado de Bellingham e Rodri. No entanto, sua performance na Copa América, onde foi suspenso e ficou de fora da eliminação do Brasil, contrastou com a brilhante Eurocopa conquistada por Rodri com a Espanha. No final, o volante do Manchester City levou o prêmio em uma decisão considerada polêmica, com justificativas controversas, como a do jornalista polonês Maciej Iwański, que citou a “classe” e a “graduação” de Rodri como fatores de sua escolha. Apesar disso, Vini foi o vencedor do prêmio The Best, da Fifa, tornando-se o primeiro brasileiro laureado desde Kaká em 2007.

A Era Mbappé: Novo Cenário de Protagonismo

Mesmo com Vini brilhando pela esquerda e o sucesso recente do time, o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, optou pela contratação de Kylian Mbappé em julho de 2024. O astro francês, que também se destacou jogando pela esquerda, gerou uma natural disputa pela posição. O estilo de jogo mais aposicional de Carlo Ancelotti permitiu que ambos se entendessem em campo, dividindo o protagonismo sem sacrifícios em marcas pessoais. No entanto, a equipe sofreu coletivamente, finalizando a temporada de 2024/25 sem títulos, o que levou à saída de Ancelotti para a seleção brasileira.

Seu substituto em Madri foi Xabi Alonso, ídolo merengue como jogador e ex-comandante do histórico Bayer Leverkusen. Na contramão de Ancelotti, o jovem técnico espanhol claramente optou por sacrificar o impacto ofensivo de Vinicius Júnior em prol de favorecer Mbappé. Essa decisão impactou diretamente os números do brasileiro, que acumulou apenas sete gols e 10 assistências em 33 jogos sob o comando de Alonso, enquanto Mbappé balançou as redes 30 vezes em 28 partidas no mesmo período. Xabi Alonso não resistiu às críticas sobre o estilo de jogo imposto e foi demitido no início deste ano. Para o seu lugar, outro ex-jogador foi contratado: Álvaro Arbeloa. Apesar da troca no comando, pouco parece ter mudado no ataque merengue, com o protagonismo seguindo com Mbappé, e Vini assumindo um papel de “coadjuvante de luxo”.

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