Em um evento que marcou o anúncio da primeira edição da World Legends Cup, o ex-jogador e campeão mundial Romário não poupou palavras ao expressar sua visão sobre a atual geração de atletas que defendem a Seleção Brasileira. Questionado sobre a possibilidade de algum jogador dos dias de hoje alcançar o status de ídolo no time canarinho, o “Baixinho” foi direto e categórico em sua resposta: “Não”.
A declaração, feita na última segunda-feira (02), ressoa com a autoridade de quem vestiu a camisa amarela e conquistou a Copa do Mundo de 1994, deixando uma marca indelével na história do futebol. A franqueza de Romário lança um holofote sobre a percepção de uma lacuna de grandes referências na equipe nacional, provocando discussões sobre o desempenho e o impacto dos atuais representantes.
Onde Estão os Ídolos de Hoje?
Apesar da contundente opinião de Romário, a Seleção Brasileira conta com nomes de destaque que, estatisticamente, já gravaram seus nomes na história recente. Neymar, por exemplo, é o maior artilheiro em atividade com 79 gols e o jogador com mais jogos pelo país, somando 128 aparições. No entanto, sua trajetória na Seleção, marcada por lesões e a ausência de títulos mundiais, ainda gera debates sobre seu status de “ídolo inquestionável”.
Considerando os atletas que têm sido convocados na era pós-Copa, sob a possível gestão de Carlo Ancelotti, Marquinhos lidera em número de jogos com 103 partidas, enquanto Richarlison é o artilheiro com 20 gols. O último campeão mundial pela Seleção a se aposentar foi o zagueiro Lúcio, vencedor em 2002, que pendurou as chuteiras em 2020, evidenciando uma distância geracional entre os grandes vencedores e os talentos atuais.
World Legends Cup: O Palco da Polêmica
A declaração de Romário ocorreu durante o lançamento da World Legends Cup, um torneio que promete reunir grandes nomes do futebol mundial. A primeira edição será realizada no Rio de Janeiro em 2026, com a participação de oito seleções: Argentina, Brasil, Espanha, Itália, França, Arábia Saudita, Nigéria e Holanda.
Lendas como Kaká, o próprio Romário, Zanetti, Casillas, Buffon, Cannavaro, Henry e Seedorf já estão confirmados para entrar em campo, enquanto Batistuta, Zico, Maldini e Gullit atuarão como comandantes. O formato prevê sete partidas de 11 contra 11, com 60 minutos de duração e sem limite de substituições, com desempate por pênaltis.
Todos os confrontos serão disputados na capital fluminense, com seis partidas no Estádio Nilton Santos e a grande final, acompanhada do encerramento, no icônico Maracanã.





