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Vojvoda assume erros no Santos, nega crise interna no vestiário

Vojvoda assume erros no santos, nega crise interna no vestiário

Após a derrota por 2 a 0 para o São Paulo, o técnico Juan Pablo Vojvoda adotou um tom de responsabilidade compartilhada e negou veementemente qualquer cenário de ruptura interna no Santos. O comandante reconheceu o desempenho abaixo do esperado, mas fez questão de diluir as responsabilidades por todos os setores do clube, buscando blindar o elenco e reforçar a união.

Responsabilidade Compartilhada e União

Vojvoda não hesitou em assumir sua parcela na fase delicada, mas fez questão de estender a responsabilidade a todos os envolvidos. “Não estamos fazendo o começo de ano que pretendíamos. Eu sou responsável, os jogadores são responsáveis, a diretoria é responsável. Aqui estamos todos juntos”, afirmou o treinador. Ele foi enfático ao rebater a ideia de crise ou divisão interna, buscando tranquilizar a torcida. “Se querem encontrar um clube dividido, não é assim. O clube está unido”, declarou, afastando qualquer rumor de ambiente conturbado nos bastidores.

Análise do Clássico e Ajustes Táticos

Sobre o clássico contra o São Paulo, Vojvoda admitiu a superioridade do adversário desde o início da partida. “Eles foram melhores que a gente desde o primeiro minuto, sim. Mas isso não aconteceu em todos os jogos”, ponderou, contextualizando o resultado e evitando generalizações. O técnico também abordou a expulsão de Gabriel Menino ainda no primeiro tempo, reconhecendo o erro do atleta, mas evitando personalizar a derrota. Segundo ele, o episódio desequilibrou o jogo e facilitou o controle do São Paulo após o intervalo. Em relação às mudanças táticas, como a utilização de Escobar mais avançado, Vojvoda explicou que a prioridade era evitar um placar mais elástico atuando fora de casa e com um jogador a menos, buscando dar sustentação defensiva sem expor ainda mais a equipe.

Confiança no Elenco e Perspectivas

Mesmo com o momento delicado, Vojvoda reiterou sua plena confiança no elenco e no próprio trabalho. Ele destacou que seu papel é conduzir um processo de evolução com as peças disponíveis. “Eu me sinto muito capaz. Tenho bons jogadores, entendo a realidade do clube e sou um treinador de processos”, pontuou. O argentino também comentou a situação de Neymar, que segue em transição após cirurgia, pedindo cautela com o retorno. “Precisamos muito dele, como precisamos de todos. Mas ele vem de uma cirurgia, e precisamos respeitar o processo e o momento do atleta”, disse. A mensagem final do treinador foi clara: o Santos vive um momento difícil, mas ele assume as responsabilidades, banca o elenco e aposta em uma reação a partir do próprio trabalho e da união do grupo.

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