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Bilhetinho, chiclete e caneta no meião: as manias inusitadas de

Bilhetinho, chiclete e caneta no meião: as manias inusitadas de

A paixão pelo futebol é recheada de estratégias, táticas e, por vezes, manias curiosas que se tornam marcas registradas de seus protagonistas. Recentemente, a estreia de Leonardo Jardim pelo Flamengo, com a entrega de bilhetinhos aos jogadores, trouxe à tona a diversidade de métodos heterodoxos utilizados pelos técnicos ao redor do mundo. Da prancheta inseparável aos amuletos da sorte, cada treinador desenvolve um jeito único de lidar com a pressão e buscar a vitória.

Do Bilhetinho Tático às Anotações na Mão

O português Leonardo Jardim inovou ao usar bilhetinhos para passar orientações durante a conquista do Campeonato Carioca pelo Flamengo. Mas ele não está sozinho na arte de registrar e consultar informações. Multicampeão pelo Palmeiras, Abel Ferreira é conhecido por sua competitividade e atenção aos detalhes. Para não esquecer nenhuma observação crucial durante as partidas, o treinador tem o hábito de anotar tudo nas próprias mãos, um método prático e sempre à vista.

Canetas Estratégicas nos Meiões e Chicletes Antiestresse

O excêntrico técnico colombiano Juan Carlos Osorio, ex-São Paulo, também é adepto das anotações. Sua peculiaridade reside em utilizar duas canetas – uma azul para pontos positivos e uma vermelha para os negativos – guardadas estrategicamente em seus meiões durante os jogos e treinos. Já o renomado Carlo Ancelotti, futuro comandante da Seleção Brasileira, combate a ansiedade mascando mais de dez chicletes por partida. O hábito surgiu após a proibição da FIFA de fumar à beira do gramado, no início dos anos 2000.

Das Curiosidades Desagradáveis aos Amuletos da Sorte

Nem todas as manias são charmosas ou estratégicas. O alemão Joachim Löw, campeão mundial em 2014, ficou globalmente conhecido por um hábito desagradável: cutucar o nariz no banco de reservas, o que virou meme. No Brasil, o folclórico Joel Santana, o “Papai Joel”, conquistou a admiração dos fãs com seu carisma e sua inseparável prancheta, que o acompanhava em diversos clubes brasileiros e na seleção da África do Sul. Por fim, Cuca é um verdadeiro colecionador de manias: já teve calça da sorte no Palmeiras, orientou ônibus a não entrar de ré no estádio com o Fluminense e, em seu trabalho de maior sucesso no Atlético-MG, adotou a camisa de Nossa Senhora Aparecida como um amuleto que usa até hoje.

Esses exemplos mostram que, por trás das táticas e do planejamento, o universo dos técnicos de futebol é repleto de rituais e hábitos pessoais que, de alguma forma, os ajudam a enfrentar a intensidade do esporte e a buscar o caminho da vitória.

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