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Árbitro ignora grave denúncia de racismo em Brasil x Argentina

Árbitro ignora grave denúncia de racismo em brasil x argentina

Um clássico sul-americano entre Brasil e Argentina na categoria Sub-17 foi marcado por uma grave denúncia de racismo que o árbitro da partida optou por ignorar. O incidente ocorreu na noite deste sábado (10) durante um duelo pelo Sul-Americano da categoria, reacendendo o debate sobre a efetividade dos protocolos antirracismo no futebol, especialmente nas categorias de base.

A Denúncia Ignorada em Campo

Aos 23 minutos do segundo tempo, com o Brasil já liderando por 2 a 0, atletas da seleção brasileira pararam o jogo para relatar ao árbitro um suposto gesto racista vindo de um adversário argentino, que teria imitado um macaco. Apesar da clara manifestação dos jogadores em campo, o juiz não tomou nenhuma medida visível no momento da denúncia, permitindo que a partida continuasse sem interrupção formal ou qualquer tipo de advertência.

Protocolo Antirracismo da FIFA Desrespeitado

O procedimento do árbitro contraria diretamente o protocolo antirracismo da FIFA. De acordo com as diretrizes da entidade, o juiz deve cruzar os braços na altura do peito, formando um “X” – um sinal universal de denúncia de racismo. A partir daí, o jogo deve ser paralisado, os capitães informados e um aviso sonoro emitido no estádio. Em casos de persistência, a partida pode ser suspensa temporariamente e, em última instância, encerrada. Nenhuma dessas etapas foi aplicada durante o confronto entre Brasil e Argentina Sub-17, evidenciando uma falha grave na aplicação das normas.

Reação em Campo e Casos Recorrentes

A situação gerou uma reação imediata em campo. No terceiro gol do Brasil, marcado por Eduardo Conceição, joia do Palmeiras, o jogador repetiu o gesto relatado pelos companheiros, provocando os argentinos e consolidando a goleada. O episódio ecoa outros casos recentes de racismo no futebol, como o envolvendo o craque Vinicius Júnior, camisa 10 da Seleção Brasileira, e Gianluca Prestianni, em um jogo da Liga dos Campeões da Europa. Na ocasião, Vini Jr. alegou ter sido chamado de “mono” (macaco em espanhol) pelo argentino. Mesmo com a defesa do Benfica, Prestianni foi suspenso preventivamente pela UEFA em fevereiro deste ano, demonstrando a gravidade que tais acusações podem ter quando devidamente investigadas e punidas, algo que não ocorreu de imediato no clássico sul-americano Sub-17.

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