Home / notícias do brasil / 2025/12 — Palmeiras: Leila Pereira dispara sobre ‘incompetência nossa’ e ‘não terceiriza responsabilidade’ após ano sem títulos de expressão; Seria uma indireta ao técnico Abel Ferreira, que foca em críticas à arbitragem?

2025/12 — Palmeiras: Leila Pereira dispara sobre ‘incompetência nossa’ e ‘não terceiriza responsabilidade’ após ano sem títulos de expressão; Seria uma indireta ao técnico Abel Ferreira, que foca em críticas à arbitragem?

2025/12 — palmeiras: leila pereira dispara sobre ‘incompetência nossa’ e ‘não terceiriza responsabilidade’ após ano sem títulos de expressão; seria uma indireta ao técnico abel ferreira, que foca em críticas à arbitragem?

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, gerou ampla repercussão ao comentar sobre o desempenho do clube em 2025, um ano sem títulos de expressão no futebol masculino que a própria mandatária classificou como uma “seca”. Em entrevista concedida à repórter Beatriz Consolin, da Record News, antes da final do Paulistão Feminino – competição que o Alviverde viria a conquistar –, Leila foi enfática ao falar em “terceirização de responsabilidade”. Essa declaração levantou imediatamente questionamentos sobre uma possível indireta ao técnico Abel Ferreira, que tem focado suas análises em falhas da arbitragem.

A “Incompetência Nossa”: A Análise de Leila Pereira

Leila Pereira fez um balanço sincero do ano, destacando que o torcedor palmeirense está “mal acostumado num bom sentido”, dada a recente história de conquistas do clube. “Na minha gestão, é o primeiro ano que não conquistamos algum título”, admitiu a presidente. No entanto, ela fez questão de ressaltar que o Palmeiras foi vice-campeão em três importantes competições – a Libertadores e o Campeonato Brasileiro, além da Supercopa do Brasil –, o que, para ela, demonstra que o time esteve na disputa. “O Brasileiro esteve muito próximo. A Libertadores também, mas, infelizmente, foi por culpa nossa”, afirmou. A mandatária foi categórica ao atribuir a responsabilidade pelas perdas: “Eu não vou terceirizar a responsabilidade. Foi por incompetência nossa. Nós não perdemos para o nosso adversário. Nós perdemos para nós mesmos. Isso é muito claro para mim”, declarou, reforçando a visão de que os problemas foram internos.

Abel Ferreira e as Contestações à Arbitragem

Em um claro contraste com a fala de Leila Pereira, o técnico Abel Ferreira tem se posicionado de forma a apontar fatores externos como cruciais para o desempenho do Palmeiras. Após a derrota por 3 a 2 para o Grêmio, em 25 de novembro, o português lamentou os erros da equipe, mas voltou a questionar a arbitragem do Campeonato Brasileiro. Abel sugeriu que “muita coisa mudou” no cenário da arbitragem após o polêmico clássico contra o São Paulo, em outubro, quando um pênalti não marcado em Tapia no Morumbis gerou grande controvérsia. O árbitro da partida, Ramon Abatti Abel, e o VAR, Ilbert Estevam, foram suspensos por quase um mês e, posteriormente, punidos com 40 dias de suspensão pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

“Será que outros árbitros não ficaram com medo? De apitar, por exemplo, o pênalti no Maracanã (em Gómez no início de Flamengo x Palmeiras). Se comparar o pênalti com o do Arrascaeta na casa do Palmeiras na primeira volta, há muita diferença? Há diferença a bola que bate no jogador do Vitória e nem ao VAR foi ver”, questionou o treinador, citando especificamente a suspensão dos juízes: “Será que os árbitros não ficaram todos com medo de que a CBF os castigasse e o STJD ainda desse mais dias de castigo, o que nunca tinha visto em cinco anos de Brasil?”, ponderou Abel, insinuando que o receio de punições impacta diretamente as decisões em campo.

A Análise dos Erros Internos na Derrota para o Grêmio

Apesar de focar nas influências externas, Abel Ferreira também reconheceu falhas internas na derrota para o Grêmio. O técnico elogiou o “belíssimo primeiro tempo” do Palmeiras, mas lamentou a forma como a equipe sofreu o empate no último lance dos acréscimos antes do intervalo e cometeu dois pênaltis na segunda etapa. “Fizemos uma boa primeira parte, entramos muito bem no jogo, pena no último terço as finalizações não terem levado outros acertos. Injusta a forma como fomos para o intervalo com um gol sofrido de um arremesso da linha lateral, não lembro de nada que tenham criado”, avaliou. “Na segunda parte, mesmo com a dureza do gol no fim da primeira parte, o jogo se equilibrou. Depois, não podemos cometer um pênalti daqueles, não podemos. Ao perder por 2 a 1, não podemos perder um gol embaixo da trave como Facundo perdeu. Neste nível, esses erros custam caro”, disse, também lamentando uma expulsão.

A clara divergência entre a presidente Leila Pereira, que assume a “incompetência nossa” e recusa a “terceirização de responsabilidade”, e o técnico Abel Ferreira, que aponta de forma contundente para as falhas da arbitragem e o impacto das punições, estabelece um cenário de debate intenso no Palmeiras. A questão que paira é se as declarações da presidente seriam uma forma de cobrar uma autoanálise mais profunda da comissão técnica e dos jogadores, em meio às recorrentes críticas do treinador aos fatores externos.

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