Às vésperas da decisão que vale uma vaga na Copa do Mundo, o clima entre Bósnia e Herzegovina e Itália esquentou. O atacante bósnio Edin Dzeko não poupou palavras ao alfinetar a tetracampeã mundial, sugerindo que os italianos teriam ‘medo’ de enfrentar determinadas seleções na repescagem. A declaração de Dzeko aprofunda uma polêmica iniciada por uma comemoração controversa de jogadores italianos.
A provocação de Dzeko e o ‘medo’ italiano
Edin Dzeko, figura central da seleção bósnia, foi direto em sua crítica à Itália. “A Itália não queria jogar no País de Gales, não sei por quê. Fomos lá, sem medo, e vencemos”, afirmou o atacante. Ele continuou, questionando a postura da Azzurra: “Não sei por que a Itália deveria ter medo do País de Gales ou da Bósnia. É uma seleção incrível, que já ganhou quatro Copas do Mundo, e se eles têm medo de jogar no País de Gales, tem alguma coisa errada.” A fala de Dzeko coloca pressão sobre os italianos, que enfrentam a possibilidade de perder o terceiro Mundial consecutivo.
A polêmica comemoração e a reação bósnia
A tensão entre as equipes começou após a vitória da Bósnia sobre o País de Gales nos pênaltis, que garantiu a vaga na decisão da repescagem. Alguns jogadores da seleção italiana foram filmados comemorando efusivamente a classificação bósnia, como se estivessem aliviados por não ter que enfrentar os galeses. Essa reação foi interpretada pelos bósnios como uma afronta, adicionando uma camada de rivalidade ao confronto já decisivo.
Dimarco tenta apaziguar, mas o clima já está hostil
O lateral italiano Dimarco, um dos jogadores flagrados na comemoração, tentou minimizar a polêmica. Em entrevista, ele explicou que a reação foi “instintiva”, ocorrida entre amigos e companheiros durante uma disputa de pênaltis. Dimarco revelou ter ligado para Dzeko para se desculpar por qualquer mal-entendido, alegando que a situação foi apenas a emoção do momento. No entanto, a imprensa italiana chegou a cogitar que a comemoração se deu pela preferência em jogar em Zenica, na Bósnia, em vez de Cardiff, no País de Gales, que teria uma atmosfera mais desafiadora.
Zenica: o caldeirão bósnio para a decisão
A Bósnia e Herzegovina escolheu a cidade de Zenica, no estádio Bilino Polje, para sediar a decisão, com o claro objetivo de transformar o local em um verdadeiro caldeirão. Com capacidade reduzida para 9 mil pessoas, o estádio promete uma atmosfera intensa para empurrar a seleção bósnia em busca de sua segunda participação em Copas do Mundo, após 12 anos. A última vez foi em 2014, no Brasil, onde foram eliminados na fase de grupos.
Para a Itália, o jogo é ainda mais crucial. A tetracampeã mundial, que também participou do Mundial de 2014, enfrenta o fantasma de ficar de fora da terceira Copa do Mundo seguida, após não se classificar para as edições de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). A pressão sobre a Azzurra é imensa, e as declarações de Dzeko adicionam um tempero extra a um confronto que promete ser memorável.





