O atacante Matheus Cunha, titular sob o comando de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, causou repercussão ao colocar o sistema de jogo do treinador acima de qualquer jogador, incluindo Neymar. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa na Granja Comary, nesta sexta-feira (29), enquanto a equipe se prepara para a disputa da Copa do Mundo.
Cunha abordou o tema ao ser questionado sobre o ciclo na seleção, onde inicialmente formava um quarteto ofensivo com Vini Jr., Estevão e Rodrygo. Com as lesões que afastaram Estevão e Rodrygo, e as chegadas de novos nomes como Endrick, Igor Thiago e Rayan, além do retorno de Neymar, a adaptabilidade tornou-se um ponto crucial.
“É muito importante para todo mundo que está aqui se fechar em um só objetivo. Independente de quem começar jogando, todos vão ter a tranquilidade e consciência de exercer a melhor função possível. Depende do Mister [quem vai jogar], de quem ele vai querer que seja a função naquele momento. Tenho certeza que todos vão estar preparados para exercer da melhor forma possível”, afirmou Cunha.
O jogador ressaltou a importância da adaptação às demandas de Ancelotti, lamentando as ausências de companheiros. “Acho que nos períodos em que tivemos a oportunidade é gratificante saber que foi bem aproveitada. Não só nós quatro, mas acredito que os outros atacantes quando entraram também conseguiram mostrar o quão importante é se adaptar às funções que o Ancelotti pede. Infelizmente aconteceu algo muito triste para todos nós, todo mundo que fica de fora a gente se sente parte dos sentimentos ruins que o impedem de realizar o sonho”, completou.
Adaptação ao estilo de Ancelotti e desempenho no Manchester United
Matheus Cunha também comentou sobre a similaridade de sua função na Seleção com a que desempenha no Manchester United. Ele celebrou a boa fase no clube inglês e expressou o desejo de replicar o mesmo sucesso na Copa.
“Esse meu segundo ciclo de seleção é muito mais parecido com o que jogo no clube. Tem muito mais flutuações entre linhas, muitos momentos jogando propriamente como meia. É uma função que venho exercendo mais no clube. Muito feliz com tudo que vem acontecendo comigo. É um clube que sempre sonhei jogar, ter em meu primeiro ano a volta para a Champions League e competições que o clube tem que estar todo ano. Chegando agora aqui na seleção espero que possa ser muito bem sucedido e dar o meu melhor dentro dessas funções que estou mais habituado a fazer”, explicou.
Neymar e a torcida pela recuperação
Outro ponto abordado por Cunha foi a lesão de Neymar. O atacante celebrou a recuperação do craque a tempo da Copa do Mundo, ao mesmo tempo em que relembrou a tristeza pelas ausências de Estevão, Rodrygo e Militão.
“Não só o Neymar, mas todo jogador que possa estar passando por um momento de dificuldade e de lesão é triste. Assim como eu compartilhei de saber que o Estevão, o Rodrygo e o Militão estariam de fora. É um momento em que a gente está fechado e ninguém quer passar por isso. Graças a Deus, a lesão dele é uma lesão que vai dar a oportunidade de chegar bem para buscar o nosso objetivo. Assim como qualquer outro jogador, a gente quer que esteja bem para nos ajudar. Acho que isso é o mais importante de tudo no momento em que estamos vivendo”, finalizou Cunha, reforçando o espírito de união do elenco.




