Ainda em alta performance e demonstrando uma longevidade que desafia a lógica do futebol moderno, Lionel Messi continua a ser um dos nomes mais influentes do esporte. O craque argentino, campeão mundial em 2022, sempre surpreende ao provar que a idade é apenas um número. Com a Copa do Mundo de 2030 no horizonte, surge a pergunta: seria possível ver o camisa 10 da Argentina em campo novamente, aos 43 anos?
Messi na Copa de 2030: Um Sonho Possível?
Se Lionel Messi decidisse disputar a Copa do Mundo de 2030, ele estaria com 43 anos. Embora seja um feito raro e que exigiria um planejamento físico e mental excepcional, a história do futebol já registrou casos de atletas que atuaram em Mundiais em idades avançadas. O cenário é difícil, mas não impossível para um jogador com a dedicação e o talento de Messi.
Precedentes Históricos: Veteranos em Copas do Mundo
A história das Copas do Mundo guarda exemplos notáveis de jogadores que desafiaram o tempo. O goleiro egípcio Essam El-Hadary é o mais velho a disputar um Mundial, entrando em campo na Copa de 2018 com 45 anos e 161 dias. Antes dele, o colombiano Faryd Mondragón participou da competição em 2014, aos 43 anos.
Um dos casos mais emblemáticos é o do lendário atacante camaronês Roger Milla, que jogou o torneio de 1994 com 42 anos e chegou a marcar um gol na goleada de 6 a 1 contra a Rússia, balançando as redes com apenas 64 segundos em campo. Esses exemplos mostram que a barreira da idade, embora significativa, pode ser superada por atletas com condições físicas e motivação adequadas.
O Que Messi Precisaria Fazer?
Vencedor de todos os títulos possíveis, Lionel Messi não tem mais nada a provar para o futebol. Atualmente, ele projeta disputar a edição de 2026, quando terá 39 anos, buscando a quarta estrela para a seleção argentina. Para 2030, com o torneio a ser disputado em Portugal, Espanha e Marrocos, com partidas comemorativas na Argentina e no Uruguai, marcando os 100 anos da competição, Messi teria que se submeter a um papel diferente.
Atualmente protagonista absoluto, ele possivelmente teria que aceitar um papel de coadjuvante, talvez até mesmo ocupando o banco de reservas, algo que raramente fez em sua carreira. Contudo, sua presença seria inestimável para o elenco, que o enxerga como um espelho e referência. A seleção argentina, em muitas ocasiões, parece jogar em função do camisa 10, que, mesmo com a idade avançada, mostra um preparo físico impressionante, movimentando-se, marcando, cruzando, fazendo gols e distribuindo assistências. A grande questão é se aos 43 anos, enfrentando jogadores consideravelmente mais jovens, ele conseguiria manter esse ritmo.
A Longevidade dos Craques Atuais
A Copa do Mundo de 2022 já demonstrou a capacidade de alguns veteranos de manterem o alto nível. Cristiano Ronaldo, por exemplo, disputou sua última Copa aos 37 anos, marcando três gols e demonstrando sua capacidade goleadora. Luka Modric, também com 37 anos em 2022, foi peça fundamental e titular absoluto da Croácia, que chegou às semifinais.
O goleiro mexicano Guillermo Ochoa, que também jogou a Copa de 2022 aos 37 anos, foi homenageado pela torcida em sua despedida, evidenciando o respeito e a admiração pela longevidade de sua carreira. Esses exemplos recentes reforçam a ideia de que, com os avanços da medicina esportiva e o profissionalismo dos atletas, a carreira de alto nível pode ser estendida por mais tempo, abrindo portas para que Messi, quem sabe, possa surpreender o mundo mais uma vez em 2030.




