O Botafogo tem um novo comandante. O Glorioso anunciou nesta última quarta-feira (16) a contratação de Tite, que estava sem clube desde março e assinou contrato até o fim de 2028. Com a chegada do ex-técnico da Seleção Brasileira, o Alvinegro atinge a marca de dez treinadores diferentes desde março de 2022, quando o empresário americano John Textor adquiriu 90% das ações e deu início à era SAF no clube.
A Dança das Cadeiras na Era SAF
Desde o início da gestão SAF, o Botafogo tem priorizado técnicos estrangeiros. Tite é apenas o segundo brasileiro a assumir o cargo em pouco mais de dois anos. O período de maior êxito foi em 2024, sob o comando do português Artur Jorge, que levou o Alvinegro aos títulos do Campeonato Brasileiro e da Libertadores. Artur Jorge, hoje no Cruzeiro, teve o trabalho mais longevo, com 273 dias no cargo. No entanto, desde a sua saída em janeiro de 2025, a instabilidade na comissão técnica tem sido uma constante.
Tite é o quinto técnico do Botafogo desde a despedida de Artur Jorge. Antes dele, passaram o português Renato Paiva (121 dias), o italiano Davide Ancelotti (162 dias), o argentino Martin Anselmi (90 dias) e o também português Franclim Carvalho (138 dias). Além desses, o Glorioso ainda teve cinco treinadores interinos desde 2022: Lucio Flávio, Claudio Caçapa, Fabio Mathias, Carlos Leiria e Rodrigo Bellão, evidenciando o alto giro no comando técnico.
O Desafio de Tite e a Situação Atual
Com a chegada de Tite, o Botafogo tenta dar a volta por cima na reta final da temporada. Eliminado da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil, o Alvinegro concentra agora todas as suas forças no Campeonato Brasileiro. A recente vitória sobre o Grêmio por 3 a 2 encerrou um jejum de seis jogos sem vencer, afastou a equipe da zona de rebaixamento e a impulsionou para a 11ª posição, com 35 pontos.
A expectativa é que a experiência e o currículo vitorioso de Tite tragam a estabilidade e o desempenho que o Botafogo busca para consolidar o projeto da SAF e alcançar seus objetivos na competição nacional.



