O São Paulo Futebol Clube foi notificado pela Justiça e agora tem um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa na ação movida por Julio Casares, ex-presidente do clube. A decisão, proferida pela 9ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo na última quarta-feira (30), dá prosseguimento ao embate judicial iniciado por Casares poucos dias após sua expulsão do quadro associativo.
Casares Contesta Expulsão e Acusações de Gestão Temerária
Julio Casares levou o caso ao Judiciário na segunda-feira (28), buscando derrubar os argumentos utilizados para justificar sua expulsão, que foi aprovada pelo Conselho Deliberativo. Na ação, a defesa do ex-presidente contesta veementemente a acusação de gestão temerária, argumentando que sua administração seguiu rigorosamente os procedimentos internos, contou com o apoio de profissionais especializados e adotou mecanismos de governança.
Processo Avança Sem Conciliação Inicial
O juiz Valdir da Silva Queiroz Jr. determinou a citação do São Paulo e, neste momento, optou por dispensar a audiência de conciliação. O magistrado justificou a decisão pela falta de estrutura material para o ato e pelo princípio da duração razoável do processo. Contudo, a dispensa não impede que as partes busquem um acordo fora do processo ou solicitem uma nova audiência caso surja uma possibilidade concreta de conciliação. Por ora, o foco está na resposta formal do clube dentro do prazo estipulado pela Justiça.
Contas de 2025 e Saques em Dinheiro em Debate
A petição de Casares também questiona a reprovação das contas de 2025. A defesa sustenta que o exercício apresentou um superávit significativo de aproximadamente R$ 56 milhões e uma notável redução de R$ 110 milhões na dívida do clube. Os advogados do ex-presidente ainda alegam que a rejeição das contas teve motivação política, um argumento que será central na discussão judicial.
Outro ponto crucial da disputa envolve cerca de R$ 11 milhões em saques em dinheiro realizados durante a gestão Casares. O ex-presidente afirma que esses valores foram destinados a premiações e despesas operacionais, negando qualquer apropriação indevida. Para esclarecer a movimentação desses recursos, a defesa de Casares solicitou a apresentação de documentos financeiros e a realização de uma perícia judicial, visando trazer clareza à questão.





