Após o empate sem gols do Vasco contra o Madureira, na noite desta segunda-feira (2), pelo Campeonato Carioca, o técnico Fernando Diniz abordou a repercussão de suas fortes cobranças aos jogadores. Recentemente, ele foi flagrado pelas câmeras dando uma bronca no meia português Nuno Moreira durante a estreia do Brasileirão, na derrota para o Mirassol.
A “Bronca Amorosa” e a Visão do Treinador
Diniz, conhecido por sua maneira enérgica de se comunicar com os atletas – um histórico que inclui o episódio com Tchê Tchê no São Paulo, hoje novamente sob seu comando no Vasco –, fez questão de esclarecer a intenção por trás de suas broncas.
“Eu tenho treinado há 16 anos. É a minha vida, eu joguei futebol para me preparar para ser técnico. Eu sou o cara que me entrego completamente para ajudar o jogador. Da minha parte, não tem falta de respeito de maneira alguma. Tanto é que os jogadores que trabalham comigo, quase todos querem trabalhar de novo”, declarou o técnico, enfatizando a confiança e o respeito mútuo com seus comandados.
O treinador admitiu que seu único “erro” no episódio com Nuno Moreira foi não ter notado a presença das câmeras. “Se eu pudesse ter notado a presença das câmeras e ter tido uma esperteza de perceber, talvez eu não tivesse feito. Esse foi o meu erro. Mas o erro não foi das coisas que eu falei, como eu trato o jogador. A maneira que eu tenho de ajudar os jogadores, a cobrança que eu faço, é um dos pilares de eu conseguir ajudar os jogadores. E eles sabem disso. É uma coisa amorosa”, explicou Diniz.
Distância da Crítica e o Exemplo de Rayan
Diniz fez questão de diferenciar sua abordagem das críticas externas, que, segundo ele, não têm o interesse genuíno em ajudar os jogadores. “É muito diferente das pessoas que fazem a crítica, que não têm interesse nenhum em ajudar o jogador. As pessoas querem criar uma situação, criar um monstro, uma mentira, porque é uma mentira”, afirmou.
Para ilustrar o impacto positivo de seu método, o técnico citou o caso de Rayan, ex-jogador do Vasco vendido ao Bournemouth, da Inglaterra. “Eu fiz a mesma coisa com o Rayan. Cobrar de uma maneira mais enérgica muitas vezes. O Rayan, outro saiu daqui, eu estive no casamento dele. A mãe e o pai me encontraram. E a mãe chorando me disse: ‘Eu agradeço, você mudou a vida da nossa família’. Esse é um dos pilares: a maneira como eu abordo o jogador”, revelou Diniz, destacando a gratidão da família do atleta.
O treinador reiterou que não teme abordar os jogadores de forma direta, pois eles compreendem que a intenção é sempre para o bem. “Eu me exponho em favor do jogador. Eu não vou trocar uma crítica das pessoas, muitas vezes com malícia, com maldade. Eu recebi um carinho do Rayan, como do Brenner (recém-contratado pelo Vasco) quando chegou aqui e do Bruno Guimarães. E o meu temperamento é esse. Ele pode ajustar, pode melhorar. Repito, se eu tivesse percebido a presença da câmera ali eu teria segurado”, finalizou.
Situação do Vasco no Carioca
Atualmente, o Vasco da Gama ocupa a quarta colocação do Grupo A do Campeonato Carioca. No próximo domingo (8), a equipe de Fernando Diniz enfrentará o Botafogo na última rodada da Taça Guanabara, em um jogo crucial para definir sua classificação para a fase final da competição.





