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Desigualdade Milionária: Cotas de TV dos Estaduais Criam Abismo Financeiro entre Clubes da Série A e Impactam o Cenário Nacional

Desigualdade milionária: cotas de tv dos estaduais criam abismo financeiro entre clubes da série a e impactam o cenário nacional

A discussão sobre a distribuição dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro busca um maior equilíbrio de forças para o ciclo de 2025 a 2030. No entanto, um levantamento recente revela que os torneios estaduais continuam a ser marcados por uma abismal desigualdade entre as cotas de televisão, criando um fosso financeiro que afeta diretamente os clubes da Série A e o cenário do futebol nacional.

O Poder Financeiro do Sudeste: São Paulo e Rio de Janeiro Lideram

A disparidade é gritante. Os quatro grandes clubes de São Paulo, por exemplo, faturam 105 vezes o valor arrecadado pelos três maiores de Pernambuco. Para a edição de 2026, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo terão suas cotas reduzidas de R$ 44 milhões para R$ 35 milhões cada, uma mudança atribuída à diminuição de datas do campeonato, imposta pelo novo calendário da CBF. Outros paulistas na Série A, como Red Bull Bragantino e Mirassol, recebem R$ 11 milhões cada, ainda um valor considerável.

No Rio de Janeiro, a federação ajustou o modelo. Reduziu os valores fixos e elevou as premiações para campeão e vice-campeão. Essa foi a estratégia para garantir a adesão do Flamengo, cuja cota fixa no ano anterior era de R$ 27 milhões e agora é de R$ 10 milhões. Com a nova estrutura, o Flamengo, caso vença o Estadual, pode somar R$ 5,5 milhões pela semifinal e R$ 10 milhões pelo título, alcançando R$ 25,5 milhões, próximo ao valor anterior. A medida visa também evitar que outros times, como o Botafogo, desconsiderem o torneio.

O Cenário em Minas Gerais e Rio Grande do Sul

Em outras regiões do Sudeste e Sul, a luta pela manutenção da relevância financeira é constante. Grêmio e Internacional, no Rio Grande do Sul, recebem cerca de R$ 10 milhões cada. Em Minas Gerais, Atlético-MG e Cruzeiro ficam em torno de R$ 9 milhões. Embora ainda sejam valores expressivos, representam uma fração do que é negociado em São Paulo.

A Realidade Desafiadora do Nordeste e Paraná

A situação se agrava drasticamente ao se analisar as cotas de transmissão no Nordeste. Ceará e Fortaleza arrecadam R$ 1,6 milhão cada, com a possibilidade de mais R$ 200 mil para o campeão do Cearense. Bahia e Vitória recebem R$ 1,2 milhão cada. O caso mais emblemático é o de Náutico, Santa Cruz e Sport, que têm uma cota de apenas R$ 333 mil, um valor que ressalta a profunda desigualdade.

No Paraná, mesmo com Athletico-PR e Coritiba na primeira divisão nacional em 2026, o incentivo local é quase inexistente. As cotas de R$ 400 mil para jogar o Paranaense os colocam em enorme desvantagem financeira contra adversários, em particular os paulistas, que aproveitam o início do ano para reforçar suas equipes com orçamentos muito maiores.

O Impacto no Calendário e a Ascensão de Outros Torneios

O empobrecimento financeiro dos campeonatos estaduais é uma das razões para o crescimento e a valorização de outras competições regionais, como a Copa do Nordeste, cujas cotas para 2026 ainda não foram anunciadas. A diminuição das datas, como visto em São Paulo, e a discrepância nas cotas de TV contribuem para um cenário onde os clubes da Série A de regiões menos favorecidas financeiramente nos estaduais iniciam a temporada em desvantagem, aprofundando o abismo e impactando a competitividade geral do futebol brasileiro.

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