O futuro de Júlio Casares na presidência do São Paulo Futebol Clube começou a ser definido na noite desta sexta-feira, com o início da reunião do Conselho Deliberativo para votar seu impeachment. A sessão, sem previsão de término, marca um momento de alta tensão política no MorumBis.
Votação Híbrida e Números Decisivos
Casares terá a oportunidade de apresentar sua defesa antes da votação dos conselheiros, que ocorre de maneira híbrida – presencial e online. Essa modalidade foi estabelecida por determinação judicial, após impasses entre a oposição e a mesa diretora do Conselho. Para a validade da reunião, um quórum mínimo de 75% dos conselheiros (191 dos 254 aptos a votar) é indispensável.
A aprovação do afastamento exige o voto favorável de dois terços, ou seja, 170 votos. Projeções internas, obtidas pelo Estadão, indicam um cenário favorável ao impeachment nesta etapa. Caso aprovado, o processo avança para uma assembleia geral de sócios, onde basta maioria simples, embora nos bastidores se avalie que Casares poderia reverter a situação. Se o impeachment não for aprovado hoje no Conselho, ele será imediatamente arquivado.
Consequências Severas e Pressão por Renúncia
Se Casares for definitivamente afastado, as consequências são severas: inelegibilidade por 10 anos no São Paulo, perda da vaga no Conselho Consultivo e possibilidade de banimento pelo Conselho de Ética. Diante da gravidade, a hipótese de renúncia tem circulado, com aliados sugerindo o caminho e lembrando o precedente do ex-presidente Carlos Miguel Aidar em 2015. Torcedores também protestaram no MorumBis, cobrando a renúncia ou o afastamento.
Um Precedente Inédito na História Tricolor
A história do São Paulo Futebol Clube registra 10 renúncias de mandatários, mas jamais um presidente foi impichado. A decisão desta noite pode, portanto, marcar um capítulo inédito e histórico na trajetória do Tricolor Paulista, alterando significativamente os rumos da política interna do clube.





