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Júlio Casares Respira Aliviado: Conselho Consultivo do São Paulo Emite Parecer Favorável em Meio a Escândalos e Pedido de Impeachment

Júlio casares respira aliviado: conselho consultivo do são paulo emite parecer favorável em meio a escândalos e pedido de impeachment

O presidente do São Paulo Futebol Clube, Júlio Casares, obteve um respiro significativo nesta terça-feira, com a emissão de um parecer favorável pelo Conselho Consultivo do clube. A decisão, que aponta a carência de provas materiais diretas contra o dirigente, chega em um momento de intensa pressão política e investigações sobre supostas irregularidades financeiras na gestão tricolor.

A reunião do Conselho Consultivo, realizada no escritório de Ives Gandra Martins, que integra o grupo, foi parte do processo que busca o afastamento de Casares, solicitado por 57 conselheiros. Durante o encontro, o presidente teve a oportunidade de apresentar sua defesa diante das acusações que compunham o pedido de impeachment. O grupo também analisou partes de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que revelou movimentações financeiras sem lastro de origem, totalizando cerca de R$ 11 milhões.

Falta de Provas Materiais e Caráter Político

O parecer do Conselho Consultivo concluiu que “as acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o presidente, que alegou inocência”. O documento argumenta que, embora um processo de impeachment possa ter base jurídica, a decisão final possui um cunho político. “Não obstante a gravidade do momento, diante da inexistência de prova material ou de comportamento que já não tenha sido, habitualmente, utilizado na direção do clube, (o conselho) entende que, do ponto de vista estritamente jurídico, não há elementos de prova material para justificar um parecer favorável ao impeachment presidencial”, afirma o texto.

Próximos Passos no Processo de Impeachment

É importante ressaltar que a conclusão do Conselho Consultivo não é determinante para o desfecho do processo de afastamento. A partir deste parecer, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres Abreu Júnior, deverá convocar uma reunião extraordinária. Nela, Júlio Casares terá novamente a chance de se defender perante os conselheiros.

Após essa etapa, ocorrerá a votação dos conselheiros. Para que o pedido de impeachment seja aprovado e imponha um afastamento provisório do presidente, é necessária uma maioria qualificada de dois terços do Conselho, o que corresponde a 171 votos dos 255 possíveis. Em caso de aprovação, uma Assembleia Geral de sócios do clube deverá ser instituída em até 30 dias para ratificar a decisão do Conselho Deliberativo, necessitando apenas de maioria simples nesta instância. Se afastado, Casares seria banido do clube, enquanto uma renúncia o manteria no Conselho Consultivo, situação semelhante à do ex-presidente Carlos Miguel Aidar em 2015.

Escândalos Agitam o MorumBis e a Gestão Tricolor

A crise política no São Paulo se intensificou após uma série de episódios que abalaram a gestão. Um dos principais foi o vazamento de um áudio que expôs um suposto esquema clandestino de comercialização de um camarote no MorumBis durante shows. Em decorrência, Mara Casares e Douglas Schawrtzmann, diretores envolvidos na gravação, afastaram-se de seus cargos. O Ministério Público de São Paulo solicitou a abertura de um inquérito policial, enquanto o clube iniciou sindicâncias interna e externa.

Paralelamente, a Polícia Civil de São Paulo investiga diretores por supostos desvios de verba em vendas de atletas. As investigações miram 35 saques em dinheiro vivo das contas do São Paulo, que somam os R$ 11 milhões mencionados no relatório do Coaf. Esses escândalos fragilizaram a coalizão que sustentava a gestão Casares e deram força à oposição, visando as eleições de 2026.

Defesa de Casares Reafirma Licitude

Procurada pela reportagem, a defesa de Júlio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, reiterou que “todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do Coaf, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.” A nota da defesa acrescenta que Casares desempenhou funções de alta direção na iniciativa privada com boa remuneração antes de assumir a presidência do São Paulo. Os advogados afirmam ainda que a origem de tais movimentações será esclarecida ao longo da investigação, reforçando que ainda não tiveram acesso ao inquérito policial completo.

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