Federico Valverde, capitão do Real Madrid na recente vitória sobre o Benfica, veio a público para endossar a grave acusação de racismo feita por seu companheiro de equipe, Vinicius Jr., contra o meia argentino Gianluca Prestianni. A declaração do uruguaio, concedida logo após o término da partida no Estádio da Luz, em Lisboa, ressalta a seriedade do ocorrido e a frustração com a aparente falta de consequências.
Valverde Rompe o Silêncio e Defende Vini Jr.
Em entrevista à repórter Tati Mantovani, da TNT Sports, Valverde expressou sua indignação. “Não vou repetir o que foi falado, não é adequado, por respeito ao companheiro de equipe (Vini). Isso é muito lamentável para o futebol”, afirmou o capitão. Ele destacou o gesto de Prestianni, que teria tapado a boca ao falar com Vini Jr., como um indicativo claro de que algo impróprio foi dito. “Quando alguém tapa a boca para falar, isso já diz muito. Não está falando algo certo, normal.”
O Lamento do Capitão: “Lamentável para o Futebol”
Valverde, conhecido por seu apoio a Vini Jr. na luta contra o racismo, lamentou a ineficácia dos sistemas de detecção. “Como alguém que sempre esteve perto do Vini, alguém que luta por milhões contra essa causa, é lamentável como não aconteceu nada”, desabafou. Ele criticou a falha das câmeras em registrar o incidente. “Não é uma imagem bonita para o futebol deixar o campo, mas não temos outra opção. Conversamos com o juiz, uma câmera deveria ter detectado. É impossível que nenhuma câmera tenha detectado a fala.”
Entenda a Polêmica: Acusação de Racismo em Campo
O incidente ocorreu aos 5 minutos do segundo tempo do jogo de ida dos playoffs da Champions League. Após marcar um golaço que abriu o placar para o Real Madrid, Vinicius Jr. foi alvo da suposta ofensa. Enquanto celebrava com sua característica dança, o atacante brasileiro viu Prestianni cobrir a boca com a camiseta e proferir palavras em sua direção. Imediatamente, Vini Jr. reportou o ocorrido ao árbitro Françoise Letexier.
Protocolo da UEFA Acionado, Mas Sem Detecção
O árbitro Letexier prontamente fez um “X” com os braços, sinalizando o protocolo de racismo da UEFA, uma medida padrão para casos como este. Contudo, a preocupação de Valverde reside na aparente ausência de provas visuais ou auditivas que possam corroborar a acusação e levar a uma punição efetiva, deixando o incidente em um limbo de impunidade.





