O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, não poupou críticas às administrações de Corinthians e Santos em recentes declarações à Rádio Bandeirantes. O dirigente do Dourado fez duras acusações, classificando o Timão como um clube “não confiável” para negócios e cobrando o Peixe por dívidas pendentes, mesmo diante de especulações sobre grandes contratações.
Corinthians: “Clube que precisa de reformulações profundas”
Apesar de reconhecer que o Corinthians está em dia com suas obrigações financeiras para com o Cuiabá, Dresch enfatizou a necessidade de uma reestruturação profunda no clube alvinegro. Segundo o mandatário cuiabano, a credibilidade do Corinthians no mercado do futebol só será restaurada com mudanças significativas promovidas pela nova gestão de Osmar Stábile.
“Não, com certeza não [é confiável]. Corinthians é um clube que precisa de reformulações profundas. São poucos meses que passaram desde que o presidente Osmar está à frente, então para mim isso ainda tem muita água passando embaixo dessa ponte”, declarou Dresch na entrevista concedida na última sexta-feira (6).
Santos: Dívida ativa e a polêmica das “contratações badaladas”
A situação do Santos foi outro ponto de forte cobrança por parte de Cristiano Dresch. O Cuiabá aguarda o pagamento de valores referentes à negociação do zagueiro Joaquim, que foi vendido pelo Peixe ao Tigres, do México. O presidente do Dourado expressou sua indignação ao ver o clube da Baixada Santista envolvido em rumores de contratações de peso, como Neymar e Gabigol, enquanto a dívida com o Cuiabá permanece ativa.
“A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) precisa decidir logo, já faz quase um ano dessa ação. A gente vê o Santos contratando Neymar, Gabigol. A gente tem que parar de passar pano”, ressaltou Dresch, demonstrando impaciência com a demora na resolução e a postura do Santos.
As declarações de Dresch expõem as tensões e os desafios financeiros que permeiam o futebol brasileiro, onde a busca por credibilidade e a quitação de débitos se chocam com a ambição por grandes reforços e a gestão de expectativas.





