O ex-lateral da Seleção Brasileira e do Barcelona, Daniel Alves, afirmou ter sido libertado da prisão por Cristo durante um culto evangélico realizado em Madrid, na Espanha, para uma audiência de mais de 35 mil pessoas. A declaração ocorreu em um evento onde o ex-jogador, que teve a prisão por agressão sexual anulada em março deste ano, foi chamado ao palco para dar seu testemunho.
Com 40 anos, Daniel Alves emocionou a multidão ao relembrar os 14 meses que passou detido. “Eu sei que vocês sabem que eu estive preso. Aos 40 anos, precisamente, eu estive preso. Mas, na prisão, Cristo me libertou”, disse, sendo aplaudido logo em seguida. Ele também estendeu sua mensagem de esperança ao público, afirmando que Cristo libertaria os presentes de seus próprios problemas. “Eu não sei o que vocês estão passando nas suas vidas, quais são as cáceres que vocês enfrentam, mas venho aqui para dizer que hoje Cristo vai libertar essas cárceres, vai derrubar esses muros, Cristo vai romper essas correntes”, declarou.
Não Foi a Primeira Pregação Pública
A participação no culto em Madrid não marca a primeira vez que Daniel Alves compartilha publicamente sua fé após a anulação de sua prisão. Em outubro do ano passado, ele já havia participado de um culto em uma igreja evangélica pentecostal em Girona, também na Espanha. Em um vídeo que circulou nas redes sociais na época, o ex-atleta pregava em espanhol, ressaltando a importância de levar “as coisas de Deus a sério” e afirmando ter feito “um pacto com Deus”. Ele ainda completou: “No meio da tempestade, sempre há um mensageiro de Deus. Esse mensageiro me levou para a igreja e me mostrou o caminho.”
O Histórico Legal: Prisão e Anulação do Caso
Daniel Alves foi preso em janeiro de 2023, após ser acusado de agressão sexual contra uma jovem de 23 anos em uma boate de Barcelona, em dezembro de 2022. Em fevereiro de 2024, ele foi condenado a quatro anos e meio de prisão, além de restrição de se aproximar da vítima e uma multa de 150 mil euros.
Sua soltura ocorreu após o pagamento de uma fiança de 1 milhão de euros, com o compromisso de se apresentar semanalmente ao tribunal de justiça espanhol e entregar seus passaportes às autoridades. Em março deste ano, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha anulou a condenação, citando contradições no depoimento da vítima e “insuficiência de provas”. Contudo, o caso segue sob análise do Tribunal Supremo da Espanha, aguardando uma decisão final.




