A dramática história de superação do ex-jogador e atual comentarista Cicinho, envolvendo anos de alcoolismo e depressão durante o auge de sua carreira, ganhou destaque mundial neste sábado (16). Em entrevista exclusiva ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, a revelação do ex-lateral direito, que defendeu clubes como São Paulo, Real Madrid e Roma, foi amplamente repercutida, inclusive no portal do jornal espanhol Marca, alcançando um público global.
Confissões Impactantes e o Início do Vício
Uma declaração de Cicinho chamou a atenção e virou manchete nas publicações internacionais. Ele relembrou um período na Roma, onde atingiu um triste recorde pessoal: “Tomei 70 cervejas, 15 caipirinhas e dois maços de cigarro em um dia”, revelou. Contudo, a passagem pela Itália foi o ápice de uma condição que o acompanhava há anos, mas que ele não reconhecia. O ex-atleta confessou ter começado a beber aos 13 anos. Apesar do vício, ele conseguiu atingir o alto nível no futebol, mas foi na Espanha, após ser comprado pelo Real Madrid em 2006 e rodeado pelo ambiente de celebridades do time galáctico, que o descontrole sobre a bebida se intensificou.
A Longa Batalha pela Sobriedade e a Nova Vida
O caminho para excluir completamente o vício de sua vida foi longo e desafiador. Ainda na Itália, Cicinho percebeu a necessidade de ajuda e começou a frequentar a igreja ao lado de sua esposa. No entanto, o ex-jogador relata que somente em 2012 conseguiu se livrar definitivamente do álcool. Após encerrar sua carreira nos gramados em 2018, Cicinho encontrou um novo propósito como comentarista esportivo e, atualmente, também atua como pastor, compartilhando sua experiência e inspirando outros.
O Brilhantismo em Campo e a Copa de 2006
Ídolo do São Paulo, Cicinho teve uma ascensão meteórica em meados dos anos 2000. Ele foi peça fundamental na conquista do Mundial de Clubes de 2005 pelo Tricolor Paulista, em uma memorável vitória contra o Liverpool. No ano seguinte, após ser vendido ao Real Madrid, o ex-jogador integrou o grupo da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da Alemanha. Reserva de Cafu, Cicinho fez parte de uma das gerações mais talentosas do Brasil em Mundiais, ao lado de nomes como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Adriano, embora a equipe não tenha conseguido o hexacampeonato. Vinte anos depois, a Seleção comandada por Carlo Ancelotti busca o feito inédito na próxima Copa do Mundo.




