Casemiro viveu uma montanha-russa de emoções durante a partida contra o Japão, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Após ser alvo de críticas pela participação no lance que resultou no gol japonês, o volante foi mantido em campo pelo técnico Carlo Ancelotti e protagonizou uma virada pessoal, marcando o gol de empate da Seleção Brasileira.
Virada Pessoal em Campo
O lance que recolocou o Brasil na partida também inseriu Casemiro em uma lista seleta e histórica. Com o gol marcado no segundo tempo, o camisa 5 tornou-se o segundo jogador mais velho a balançar as redes pela Seleção em uma Copa do Mundo, superando grandes nomes e ficando atrás apenas de Bebeto. Antes do feito, Casemiro vinha sendo alvo de críticas por atuações anteriores no Mundial e, novamente, foi questionado no primeiro tempo contra o Japão. No lance que abriu o placar, Sano avançou pelo meio após um erro na saída de bola brasileira e encontrou espaço para finalizar de fora da área. Casemiro, já amarelado, não fez a falta para parar a jogada e acabou cobrado pela lentidão na recomposição.
O Peso da Crítica e a Decisão de Ancelotti
O gol japonês, aos 30 minutos do primeiro tempo, colocou o Brasil em uma situação delicada no mata-mata. A Seleção tinha posse de bola, mas pouca profundidade, encontrando dificuldades para furar uma defesa japonesa bem organizada. O time de Ancelotti chegou em chutes de Matheus Cunha, Bruno Guimarães e Vini Jr., mas sem conseguir transformar o domínio em vantagem. No intervalo, Ancelotti mexeu no ataque, com Endrick entrando no lugar de Lucas Paquetá, que encerrou o primeiro tempo mancando. No entanto, Casemiro permaneceu em campo. A decisão era significativa: o volante carregava um cartão amarelo, vinha de um lance contestado e já acumulava críticas pela Copa. Mesmo assim, o treinador manteve sua referência de meio-campo.
O Gol Histórico e o Recorde de Longevidade
A resposta de Casemiro veio no início do segundo tempo. Antes do empate, ele já havia aparecido na área e cabeceado para um corte providencial da defesa japonesa em cima da linha. Pouco depois, Danilo cruzou, Bruno Guimarães testou firme e Suzuki fez grande defesa. O Brasil aumentava o volume. Foi então que Casemiro voltou a pisar na área. Gabriel Magalhães apareceu pelo lado esquerdo e cruzou na medida. O volante surgiu como elemento surpresa e completou para o gol, deixando tudo igual em Houston. O empate mudou a realidade do jogo e também a percepção sobre o próprio Casemiro. O jogador que poderia ser apontado como um dos símbolos da dificuldade brasileira no primeiro tempo virou o nome que recolocou a Seleção viva no mata-mata.
Impacto no Jogo e Saída Estratégica
Aos 90 minutos, no entanto, com o Brasil já se preparando para uma prorrogação que parecia inevitável naquele momento, Ancelotti optou por substituir Casemiro, colocando Fabinho em seu lugar. A troca teve, a princípio, um caráter físico, já que Casemiro caiu no centro do campo e pareceu reclamar de uma lesão, encerrando sua participação em uma partida de reviravoltas e um feito pessoal notável.




