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Desvendando o Protocolo: Quem Pode Tocar na Taça da Copa

Desvendando o protocolo: quem pode tocar na taça da copa

A recente abertura da Copa do Mundo de 2026, marcada pela partida entre México e África do Sul, trouxe à tona não apenas a emoção do futebol, mas também uma curiosidade que intriga muitos fãs: quem pode, de fato, encostar na cobiçada taça do Mundial? A presença da atriz Salma Hayek no evento, utilizando luvas ao lado do troféu, reacendeu a discussão sobre o protocolo da FIFA.

As Regras: Quem Pode e Quem Não Pode Tocar na Taça

A resposta para a pergunta sobre quem tem o privilégio de tocar na taça da Copa do Mundo é mais restrita do que se imagina. De acordo com as diretrizes da FIFA, apenas duas categorias de pessoas possuem essa permissão especial: os campeões mundiais e os chefes de Estado. Qualquer outra pessoa que deseje interagir com o troféu deve, obrigatoriamente, utilizar luvas.

A categoria de campeões mundiais inclui não só os jogadores que ergueram a taça, mas também os membros das comissões técnicas que contribuíram para a conquista do torneio. Já entre os chefes de Estado, a lista abrange presidentes, reis e chefes de governo, reconhecendo a importância diplomática e representativa dessas figuras.

Taça Original ou Réplica? O Destino do Troféu Pós-Vitória

Outra dúvida comum entre os apaixonados por futebol diz respeito à autenticidade do troféu. A taça que os jogadores levantam e celebram imediatamente após a vitória é, de fato, a original. No entanto, ela não permanece com a seleção campeã. Pouco depois das festividades, o troféu verdadeiro é devolvido à sede da FIFA, localizada na Suíça, onde é guardado.

Em seu lugar, a seleção que se consagra campeã recebe uma réplica oficial. Esta réplica é banhada a ouro, garantindo um brilho e uma representação digna da glória conquistada, permitindo que o país vencedor exiba um símbolo permanente de seu triunfo.

Quebras de Protocolo: De Antonela Roccuzzo a Salt Bae

Mesmo com regras claras, a euforia e a emoção de um título mundial já levaram a algumas quebras de protocolo. Na Copa do Mundo de 2022, no Catar, vencida pela Argentina, a esposa de Lionel Messi, Antonela Roccuzzo, foi vista segurando, abraçando e beijando a taça da Copa do Mundo. Curiosamente, a FIFA e seus seguranças optaram por “deixar essa passar”, atribuindo a exceção ao calor do momento.

No entanto, a situação foi diferente para o chefe de cozinha turco Salt Bae. No mesmo dia da final, ele também encostou no troféu e chegou a incomodar alguns jogadores. O incidente levou a FIFA a abrir uma investigação oficial de segurança, demonstrando a seriedade com que a entidade trata a proteção do objeto mais cobiçado do futebol.

A História Conturbada: Duas Vezes Roubada

A história do troféu da Copa do Mundo também é marcada por episódios dramáticos de roubo. Antes da taça atual, existia a Taça Jules Rimet, que foi roubada em duas ocasiões distintas.

A primeira vez ocorreu em 1966, meses antes da Copa na Inglaterra. A taça estava em exibição pública quando um ladrão conseguiu burlar a segurança e levá-la. O pânico durou uma semana até que um herói inesperado surgisse: Pickles, um cão vira-lata. Passeando pelo sul de Londres, Pickles farejou um pacote embrulhado em jornais que continha a taça. O cão foi amplamente homenageado e recompensado com comida grátis para o resto da vida.

O segundo roubo é mais conhecido pelos brasileiros. Em 1983, 13 anos após o Brasil conquistar o tricampeonato e ter o direito de ficar com a Jules Rimet permanentemente, a taça foi furtada da sede da CBF, no Rio de Janeiro. Exposta em uma vitrine comum, ladrões usaram um pé de cabra para arrombar a estrutura de madeira. O troféu nunca mais foi encontrado, e a polícia acredita que foi levado para a Argentina e derretido para vender o ouro ilegalmente, encerrando de forma trágica a jornada de um dos símbolos mais icônicos do futebol mundial.

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