Infantino Minimiza ‘Lamentável’ Barreira dos EUA a Árbitro Somali da Copa de 2026 e Aconselha: ‘Relaxar’
Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), finalmente se pronunciou sobre a controversa decisão dos Estados Unidos de barrar a entrada do experiente árbitro somali Omar Artan, impedindo-o de apitar jogos da Copa do Mundo de 2026 no país. Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (10), Infantino minimizou a atitude estadunidense, ocorrida esta semana, afirmando que a entidade máxima do futebol “não controla tudo” e aconselhando: “Às vezes, seja bom apenas relaxar, descansar.”
A Posição da FIFA diante da Polêmica
O mandatário da FIFA expressou lamento pelo ocorrido com Artan, mas enfatizou os limites de atuação da organização. “É lamentável o que aconteceu com Omar. Mas, novamente, não controlamos tudo. Tentamos, discutimos, vemos. Talvez seja bom apenas relaxar, ficar tranquilo. Tentamos resolver tudo. Às vezes, gritar e berrar tem o efeito contrário”, declarou Infantino. Ele reforçou a busca por soluções e a missão de unir o mundo, não de governar nações. “Não somos os reis do mundo ou governantes do governo. Queremos unir o mundo. Se quiser me criticar, faça-o, está tudo bem”, completou.
Questionado se a situação o constrangia, Infantino utilizou um exemplo hipotético para ilustrar seu ponto: “Em 2035, a Copa do Mundo Feminina, eu acho, será no Reino Unido. Você acharia normal que a FIFA ditasse ao governo britânico quem deixar entrar no país e quem não deixar entrar?”.
Canadá Desafia e Oferece Nova Chance a Artan
Em um movimento que contrasta diretamente com a postura dos Estados Unidos, o árbitro Omar Artan recebeu um convite para apitar jogos da Copa do Mundo de 2026 no Canadá, um dos países-sede da competição. O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, estendeu o convite ao árbitro somali nesta terça-feira (9), abrindo a possibilidade para Artan atuar em Vancouver, cidade que sediará sete partidas do torneio.
O Drama de Omar Artan e Seu Sonho Interrompido
Omar Artan, de 32 anos, tentou diversas vias para ingressar nos Estados Unidos e integrar o quadro de arbitragem da Copa do Mundo. Mesmo com o apoio da embaixada da Somália nos EUA, que lhe concedeu um passaporte diplomático, seu visto foi negado, resultando em sua deportação e na proibição de participar do evento em solo estadunidense. Interrogado por mais de 11 horas, Artan desabafou ao NY Times: “Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que é vir à Copa do Mundo”, expressando profunda desilusão.
Considerado um dos principais árbitros da nova geração africana, Artan possui um currículo respeitável. Em 2025, apitou a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. Conhecido por sua personalidade forte e por permitir que o jogo flua, ele foi eleito o melhor árbitro do continente africano pela CAF (Confederação Africana de Futebol) no ano passado.




