Às vésperas de um dos jogos mais importantes de suas histórias na fase de grupos da Copa do Mundo, as seleções do Irã e do Egito manifestaram oposição contundente a uma ação da FIFA relacionada à comunidade LGBTQIA+. Em um movimento que promete repercussão internacional, as federações dos dois países negaram veementemente qualquer associação com a iniciativa da entidade, rejeitando sua união com a partida marcada para o próximo sábado (27). A informação foi divulgada pelo renomado jornal estadunidense The Athletic.
A Posição das Federações
Um membro da federação iraniana declarou à imprensa: “Nossa posição é que nenhuma cerimônia ou atividade promocional associada a esse movimento esteja presente dentro do estádio ou no ambiente da partida”. Essa postura foi ecoada pela federação egípcia, com ambas as nações unindo-se contra a ação da FIFA. A decisão conjunta reflete as profundas semelhanças nas crenças religiosas dos países, majoritariamente muçulmanos, que rejeitam apoio a iniciativas do tipo durante o torneio.
“As posições expressadas pelas duas federações refletem os valores e as crenças compartilhados pelos povos dos dois países. Irã e Egito são duas nações muçulmanas com profundas semelhanças culturais e religiosas”, complementou a declaração.
Pedido Negado pela FIFA
Diante da controvérsia, Irã e Egito solicitaram formalmente à FIFA a remoção da identidade visual veiculada à Pride (Orgulho LGBTQIA+) nos arredores do local da partida, em Seattle. No entanto, o pedido foi negado pela entidade máxima do futebol. A FIFA afirmou que manterá a identidade visual em respeito à organização do comitê anfitrião, que busca homenagear o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho.
Contexto Cultural e Religioso
A resistência das federações é profundamente enraizada nos valores de suas sociedades. Embora com sistemas políticos distintos, Irã e Egito são países marcados por forte conservadorismo social e pela influência dominante do islamismo. O Irã, desde 1979, é uma república islâmica, com a religião moldando leis e cultura. O Egito, por sua vez, possui população majoritariamente muçulmana e socialmente conservadora, onde preceitos islâmicos exercem grande peso nas normas sociais.
A Importância do Duelo
Apesar da polêmica fora de campo, o foco esportivo permanece intenso. O jogo entre Egito e Irã é considerado o mais importante na história de ambas as seleções, que nunca conseguiram ultrapassar a fase de grupos em Copas do Mundo. Atualmente, a seleção egípcia, liderada por Mohamed Salah, tem a vantagem do empate e lidera o Grupo G com quatro pontos. Os iranianos ocupam a segunda posição, mas se veem ameaçados, já que a poderosa Bélgica ainda está viva na disputa e enfrentará a Nova Zelândia. O duelo decisivo ocorrerá no próximo sábado (27), com início à 0h (horário de Brasília).




