Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, está prestes a completar seu 15º jogo no comando da equipe verde e amarela, e um padrão peculiar persiste: ele nunca conseguiu repetir uma escalação inicial. Seja por lesões, cortes inesperados ou opções táticas, o treinador italiano sempre precisou reinventar o time a cada partida. O próximo desafio, contra a Escócia nesta quarta-feira (24), pela terceira rodada do Grupo C da Copa do Mundo, não será diferente.
Lesões Constantes Forçam Mudanças na Equipe
A principal razão para a constante rotatividade tem sido as lesões. O caso mais recente é o de Raphinha, que não estará disponível para o confronto contra os escoceses, garantindo pelo menos uma alteração na equipe que venceu o Haiti. Ao longo de sua gestão, jogadores importantes como Bruno Guimarães (10 jogos), Casemiro e Estevão (9 jogos cada), Alisson, Vini Jr. e Matheus Cunha (8 jogos cada) estiveram entre os mais utilizados, mas a ausência de outros por problemas físicos sempre impactou a formação.
Cortes Inesperados e Baixas Cruciais Antes da Copa
Além das lesões pontuais, Ancelotti também lidou com cortes forçados e baixas definitivas que impediram convocações. O lateral-direito Wesley, por exemplo, era titular nos planos do treinador, mas uma grave lesão no último amistoso antes da Copa do Mundo o tirou do Mundial, obrigando uma mudança significativa no setor. Antes mesmo do início da preparação para a Copa, a Seleção Brasileira perdeu três peças consideradas titulares por Ancelotti: Militão, Rodrygo e Estevão. Todos sofreram lesões graves que os impediram de sequer serem convocados, forçando o técnico a buscar novas soluções para o lado direito da defesa e para o ataque.
Opções Táticas e a Gestão de Cartões Amarelos
Não são apenas as adversidades que ditam as mudanças de Ancelotti. Suas escolhas táticas também contribuem para a variação da escalação. Na estreia da Copa contra Marrocos, Igor Thiago foi o escolhido para começar, enquanto Matheus Cunha iniciou a partida seguinte contra o Haiti. Para o jogo decisivo contra a Escócia, além da ausência de Raphinha, o treinador pode optar por poupar jogadores pendurados com cartão amarelo, visando tê-los “limpos” para as oitavas de final, já que os cartões são zerados após a fase de grupos para quem não for advertido novamente. Casemiro e Douglas Santos, titulares nos dois primeiros jogos, e Ibañez, que foi titular na estreia, são alguns dos atletas que podem ser preservados para evitar uma suspensão.
Dessa forma, Ancelotti segue em sua 15ª partida no comando da Seleção Brasileira, sempre buscando a melhor formação possível diante de um cenário de constantes adaptações.



