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Bola de Ouro da Copa do Mundo 2026: Messi Já

A Argentina, em uma jornada de superação e brilho de seu principal craque, garantiu sua vaga na final da Copa do Mundo de 2026. No próximo domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, os Hermanos enfrentarão a Espanha em busca do título. No entanto, independentemente do resultado final, Lionel Messi parece ter praticamente carimbado seu nome como o grande favorito à Bola de Ouro da competição.

O camisa 10 argentino foi o motor de sua seleção durante toda a campanha, entregando performances que o colocam em patamar superior. Embora outros talentos tenham se destacado, a corrida pelo prêmio de craque do torneio parecia uma disputa acirrada entre Messi e Kylian Mbappé. Contudo, a eliminação do artilheiro francês na semifinal, somada à atuação exímia do argentino contra a Inglaterra, direcionou a balança decisivamente para o lado de Messi.

Em um dos momentos finais de sua carreira, Messi chegou ao torneio com algumas incertezas, mas rapidamente dissipou quaisquer dúvidas, provando jogo a jogo o porquê de ser considerado o maior de sua geração. Ele pode não apenas consolidar seu sucesso recente pela seleção com o troféu da Copa do Mundo, mas também alcançar um feito histórico e sem precedentes: ser eleito o melhor jogador da competição pela terceira vez. Nenhum outro atleta na história conseguiu tal feito em mais de uma oportunidade.

“Faz quase um ano que estou me preparando para esta Copa do Mundo. Passei dezembro na Argentina, treinando de manhã e à tarde, sem parar. Eu sabia que ia dar tudo de mim para chegar da melhor forma possível”, revelou Lionel Messi após a vitória emocionante sobre a Inglaterra, sublinhando sua dedicação ao torneio.

A Trajetória de Messi Rumo ao Estrelato Individual

A fase de grupos da Argentina, sob o comando de Lionel Scaloni, foi dominante. A seleção terminou na liderança do Grupo J com 100% de aproveitamento, e Messi foi o grande goleador. Dos oito gols marcados pela equipe, seis foram do Camisa 10: um hat-trick contra a Argélia (3 a 0), dois gols diante da Áustria (2 a 0) e mais um contra a Jordânia (3 a 1), mesmo sendo poupado em parte deste último jogo.

Na Segunda Fase, contra Cabo Verde, o confronto se mostrou mais desafiador do que o esperado. Ainda que não tenha tido sua atuação mais brilhante, Messi foi inegavelmente decisivo. Ele abriu o placar no primeiro tempo e, já na prorrogação, salvou a seleção argentina com uma cobrança de bola parada perfeita para Romero cabecear e garantir a vitória por 3 a 2, com o placar empatado em 2 a 2.

As oitavas de final contra o Egito foram palco de um dos maiores dramas vividos pelo craque neste Mundial. A Argentina estava perdendo por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo, e a eliminação parecia iminente. Messi, que inclusive havia perdido um pênalti, ressurgiu como uma fênix. Comandou a virada épica, dando mais um cruzamento perfeito para Romero e marcando o gol de empate em um bate-pronto, antes de Enzo Fernández confirmar a vaga nas quartas.

O duelo contra a Suíça, nas quartas de final, exigiu mais 30 minutos de prorrogação. Embora tenha sido sua atuação mais discreta no mata-mata, Messi ainda foi crucial, dando a assistência para o primeiro gol da partida, com Mac Allister completando de cabeça. A classificação por 3 a 1 foi selada por Julián Álvarez e Lautaro Martínez.

Na semifinal, diante da forte Inglaterra, a Argentina enfrentou seu adversário mais difícil até então e se viu em desvantagem, perdendo por 1 a 0 até os 40 minutos do segundo tempo. Messi assumiu a responsabilidade e, em um intervalo de apenas seis minutos, deu duas assistências vitais — uma para Enzo Fernández e outra para Lautaro Martínez —, sendo o protagonista absoluto na construção da virada que garantiu a vaga na grande final.

Os Números que Impulsionam a Candidatura de Messi

A performance de Messi na Copa do Mundo de 2026 é corroborada por estatísticas impressionantes. Na artilharia do torneio, ele se iguala a Mbappé (França) com 8 gols. Haaland (Noruega) tem 7 gols, e Bellingham e Kane (Inglaterra) têm 6 gols cada.

Além de goleador, Messi também se destaca como um dos maiores assistentes da competição, com 4 passes para gol, ao lado de Brahim Díaz (Marrocos), Odegaard (Noruega) e Bruno Guimarães (Brasil), ficando atrás apenas de Olise (França), que tem 5 assistências. Esses números, aliados à sua liderança e momentos decisivos, fortalecem sua posição como o principal candidato à Bola de Ouro, aguardando apenas a confirmação na final.

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